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Especialistas de EUA e China propõem para IA ações de segurança semelhantes às do setor nuclear

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Especialistas de EUA e China propõem para IA ações de segurança semelhantes às do setor nuclear

PEQUIM, 17 Set (Reuters) - Um sistema de inteligência artificial que interfira na rede de comando nuclear ou lance uma operação digital militar pode deixar Washington ou Pequim com apenas alguns minutos para decidir se o outro governo foi o responsável pelo ataque, segundo especialistas em segurança dos EUA e da China.

Os ​especialistas, que participam de um diálogo entre os EUA e a China cujo trabalho contribui para ​orientar discussões oficiais, estão recomendando a ambos os governos para se prepararem para tais cenários, em meio a crescentes preocupações com sistemas cada vez mais poderosos e autônomos.

As propostas incluem limites rígidos em relação aos sistemas nucleares, controle humano sobre ataques digitais de grande impacto e uma linha direta para incidentes envolvendo IA autônoma.

As recomendações foram publicadas na semana passada, antes das negociações sobre IA planejadas em nível ​governamental e de uma reunião prevista para 24 de setembro ⁠em Washington entre o presidente dos ​Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping.

Os autores Melanie Sisson, pesquisadora sênior do grupo de estudos Brookings Institution, e ⁠Tianjiao Jiang, professor associado da Universidade de Fudan, participaram do diálogo EUA-China sobre IA e segurança nacional, ​organizado desde 2019 pela Brookings e pelo Centro de Segurança e Estratégia Internacional da Universidade de Tsinghua.

As propostas mostram como a rivalidade entre EUA e China em matéria de IA está indo além da competição por chips e modelos avançados, abrangendo questões há muito associadas ao controle de armas: como evitar ‌que acidentes sejam confundidos com ataques, limitar decisões militares tomadas por máquinas e ‌estabelecer protocolos de comunicação para ​rivais com armas nucleares quando a tecnologia se comporta de maneira inesperada.

O ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, escreveu esta semana em um veículo de comunicação do governo que a IA “transforma fundamentalmente a forma da luta militar”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.

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