Inteligência emocional: estudo revela por que mulheres têm vantagem sobre homens
A inteligência emocional, capacidade de reconhecer, compreender e administrar sentimentos próprios e de outras pessoas, pode ser mais desenvolvida entre mulheres do que entre homens.
É o que aponta um estudo que reuniu quase três décadas de pesquisas e analisou dados de mais de 609 mil pessoas em 76 países.
Publicado em setembro de 2026 na revista científica Emotion , o levantamento analisou 1.279 artigos acadêmicos, com pesquisas realizadas entre 1995 e 2023.
Os resultados indicaram que as mulheres apresentam, em média, pontuações mais altas de inteligência emocional, principalmente nas habilidades relacionadas à identificação e à compreensão das emoções alheias.
A pesquisa foi conduzida por especialistas das universidades de Limerick, na Irlanda, e de Zurique, na Suíça, com participação de pesquisadores ligados à Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Os resultados, no entanto, mostram que a diferença entre homens e mulheres não é igual em todas as habilidades emocionais.
Enquanto elas apresentam vantagem na percepção dos sentimentos de outras pessoas e na capacidade de ajudá-las a lidar com essas emoções, os homens obtiveram pontuações ligeiramente superiores em aspectos relacionados à regulação das próprias emoções.
O que explica a diferença? Uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores é que as diferenças estejam relacionadas à educação e às experiências sociais desde a infância, e não exclusivamente a fatores biológicos.
Estudos anteriores indicam que meninas costumam ser incentivadas a falar mais sobre sentimentos, identificar emoções e demonstrar empatia.
Já os meninos frequentemente recebem orientações para controlar ou esconder o que sentem.
Esse tipo de criação pode influenciar a maneira como cada pessoa aprende a reconhecer e responder às emoções dos outros.
Outro dado importante é que a vantagem feminina é menor entre crianças do que entre adultos.
Além disso, a diferença diminuiu ao longo das décadas analisadas, o que reforça a possibilidade de que fatores sociais e culturais tenham influência nesse desenvolvimento.
Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que os dados não permitem determinar exatamente as causas dessas diferenças.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.