Justiça nega habeas corpus a policial militar presa por morte de soldado carbonizado
Na madrugada do crime, vídeos mostram movimentações dos carros de soldado morto e suspeito O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa da policial militar Júlia Natália Girão, indiciada pelo assassinato do policial militar Raphael Sampaio de Silva, encontrado baleado e carbonizado em um carro no dia 11 de agosto, em Itaitinga.
Com isso, ela deve permanecer na cadeia.
Júlia e e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima, ambos suspeitos, estão presos desde o dia do crime.
Em seu pedido de habeas corpus, o advogado Walmir Medeiros alegou que não haveria mais razões para mantê-la presa, uma vez que o relatório final da Polícia Civil já foi concluído.
A defesa também destacou que Júlia é mãe de uma menina de 4 anos de idade, que precisaria de cuidados maternos. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Com base nisso, a defesa requereu a revogação da prisão preventiva e, também como espécie de alternativa, em caso de manutenção da preventiva, havia solicitado a substituição desta pela prisão domiciliar.
Os dois pedidos foram negados desembargadora André Mendes Bezerra Delfino.
Na decisão, a magistrada destacou que as provas reunidas até agora demonstram que Júlia Natália teve um comportamento grave, "que não se limitou à subtração da vida da vítima, mas envolveu, segundo os indícios colhidos, a destruição do cadáver e a aparente criação de circunstâncias artificiais destinadas a afastar suspeitas sobre os envolvidos".
Quanto ao pedido de substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar devido ao fato dela ser mãe de uma criança com menos de 12 anos de idade, a juíza destacou que aplicação da norma não é automática se torna inaplicável nos casos de crimes praticados com violência.
Como Júlia é investigada por homicídio, a mudança no formato da prisão não foi concedida.
"Como bem ressaltado pelo Juízo de origem [onde foi decretada a prisão preventiva], a condição de a paciente ser policial militar robustece a conclusão de que a conduta atribuída à paciente é concretamente grave", aponta a desembargadora.
O crime aconteceu em 11 de agosto, após Raphael Sampaio, de 27 anos, sair do serviço acompanhado de Júlia, que era sua colega de equipe e havia trabalhado com ele no plantão.
O soldado foi encontrado morto em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Conforme a Perícia Forense, Raphael levou três tiros na cabeça e, depois de morto, teve o corpo queimado.
Conforme a investigação, o crime teria motivação passional, visto que Raphael e Júlia, ambos casados, tinham uma relação extraconjugal.
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