Auditor-fiscal preso em operação é acusado de receber pelo menos R$ 6,8 milhões de propina em esquema de fraudes no aeroporto de Fortaleza
Operação mira esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no Aeroporto de Fortaleza O auditor-fiscal Francisco Eliezer Viana da Silva, preso por suspeita de envolvimento em um esquema para fraudar importações no Aeroporto de Fortaleza, teria recebido R$ 6,8 milhões em propina, conforme as investigações.
Além de Eliezer, dois empresários foram presos na Bahia: Rodolfo Sergio Martins Maia e Hugo Andrade Mendonça Santos.
As prisões ocorreram na Operação Snooker 2, que cumpriu três mandados de prisão, 15 de busca e apreensão, além de apreensão de bens como carros e relógios de luxo.
As ações ocorreram nas cidades de Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará; e em Salvador, na Bahia.
Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Segundo a investigação, o grupo importava itens caros, como prata e eletrônicos, e os declarava como itens de menor valor com o objetivo de burlar a fiscalização aduaneira, pagar menos impostos e lucrar mais.
Para isso, eles contavam com a atuação direta de Francisco Eliezer no fornecimento de informações, obtenção de laudos periciais falsos e até mesmo interferência direta na fiscalização.
Conforme apuração do g1, Eliezer é servidor concursado da Receita Federal desde 1994.
Ele estava no cargo no Aeroporto de Fortaleza desde dezembro de 2016 e tinha um salário mensal de mais de R$ 30 mil.
Em junho de 2026, quando já era investigado, ele chegou a receber R$ 44 mil devido a gratificação natalina.
Francisco Eliezer atuava no gabinete da inspetoria do aeroporto e é suspeito de interferir irregularmente em despachos aduaneiros e fornecer informações e orientações sigilosas sobre comércio exterior.
Em troca, ele recebia vantagens como a propina.
Ele é apontado como chefe da organização criminosa, com atuação desde pelo menos 2020.
LEIA TAMBÉM: Entenda como era o esquema de fraude em importação com propina milionária As investigações identificaram movimentações superiores a R$ 27 milhões entre empresas ligadas ao esquema, de acordo com a Receita Federal.
O grupo também teria adquirido aproximadamente R$ 31,8 milhões em criptoativos, sem compatibilidade com as receitas formalmente declaradas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.