Autor do impeachment de Dilma diz que voto em Flávio Bolsonaro é “desamor à democracia”
O advogado Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016 , afirmou nesta quarta-feira (7) que o eleitor que escolher o senador Flávio Bolsonaro (PL) demonstra “desamor à democracia” .
A declaração foi divulgada em uma carta aberta intitulada “Cuidado com o precipício” , publicada no Instagram .
O jurista Miguel Reale Júnior durante discurso no Congresso Nacional durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff; autor da petição de 2016 declarou apoio contra Flávio Bolsonaro no segundo turno, classificando a candidatura como “desamor à democracia”.
Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados/Arquivo “Cada eleitor de Flávio deve ficar ciente de que ao escolhê-lo está a admitir a anistia, ou seja, referendando a invasão das sedes dos Três Poderes e a tentativa de anulação pela força da eleição fidedigna de 2022.
Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe, dando sinal de aprovação à tentativa de assunção ao poder pela força e de desamor à democracia”. disse o advogado na carta Críticas de Reale Jr. a Flávio Bolsonaro incluem anistia e relação com os EUA O advogado, que também foi ministro da Justiça (governo Fernando Henrique Cardoso) e secretário de Segurança Pública de São Paulo, critica o plano do candidato presidencial de anistiar os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Propaganda eleitoral do 2º turno começa nesta sexta (9) com Lula e Flávio; veja horários “Pouco se sabe sobre ele e acerca de suas propostas de governo.
O certo é que pretende anistiar os golpistas de 8 de Janeiro, a começar por seu chefe, o pai, e submeter-se aos interesses dos Estados Unidos, que pretende ter os países da América como sesmarias” afirmou o ex-ministro da Justiça de FHC O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, está em prisão domiciliar depois de ser condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que incluía um plano para assassinar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Flávio Dino divulga relatório com ameaças de morte contra ministros do STF A posição de Reale Júnior, um crítico das gestões petistas, contrasta com sua visão sobre o atual governo.
Ele afirmou que os governos do PT não representam risco institucional.
“Se é certo que o PT e o próprio Lula revelam o desgaste do tempo e permeia a sociedade um cansaço com o discurso petista, todavia, uma coisa é segura: com os governos petistas não se instala a apologia ou a tentativa do golpe militar, se preserva nossa independência e não se promove um estado policialesco.” completou Reale Júnior O advogado também c riticou o apoio dos Bolsonaro à indicação dos EUA do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas.
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