CPTM fecha 2025 com prejuízo de R$ 589 milhões e rombo de R$ 11,8 bilhões
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos ( CPTM ) fechou o ano de 2025 com prejuízo de R$ 588,6 milhões , segundo as demonstrações financeiras aprovadas em assembleia de acionistas.
Com o resultado, o rombo acumulado pela empresa chega a R$ 11,8 bilhões .
O resultado reforça a dependência da companhia em relação ao governo de São Paulo .
Segundo relatório de auditoria que acompanhou as demonstrações financeiras, a CPTM é classificada como uma companhia dependente , já que suas receitas próprias não são suficientes para cobrir os custos e despesas operacionais.
Por isso, são necessários aportes da Fazenda estadual para sustentar as operações e os investimentos.
Há previsão de novos repasses para 2026 na Lei Orçamentária Anual.
Ao longo de 2025, o Tesouro do Estado transferiu R$ 699,4 milhões à CPTM como Adiantamento para Futuro Aumento de Capital.
O valor foi incorporado ao capital social da companhia, que passou de R$ 23,1 bilhões para R$ 23,8 bilhões.
Além do resultado negativo, as contas da CPTM receberam ressalvas da auditoria independente BDO RCS.
O relatório apontou problemas nos controles patrimoniais relacionados a bens adquiridos pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos ( STM ) e colocados sob operação da companhia.
Entre os ativos envolvidos, estão 73 composições ferroviárias, simuladores, peças sobressalentes e outros equipamentos.
Embora a CPTM tenha reconhecido contabilmente R$ 2,19 bilhões em ativos após um levantamento contratado em 2025, a auditoria identificou inconsistências nos controles e diferenças de mensuração em relação a documentos fiscais.
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Por isso, não foi possível determinar o impacto dessas pendências sobre os ativos, o patrimônio líquido e o resultado da companhia.
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