A ressalva que Nunes Marques fez ao autorizar campanha publicitária do Ministério da Saúde
O presidente do TSE , ministro Nunes Marques, autorizou o Ministério da Saúde a realizar uma campanha publicitária, mas estabeleceu alguns critérios e ressalvas.
O governo federal solicitou permissão para divulgar a Campanha de Atendimento Especializado, sobre o acesso a especialistas no SUS.
A publicidade do Executivo fica restrita durante a eleição e depende de autorização da Justiça Eleitoral.
Nunes Marques concordou que a campanha envolve um “instrumento de concretização dos direitos à informação e à saúde, cuja postergação pode comprometer o acesso tempestivo aos serviços públicos de cuidado”.
Continua após a publicidade O presidente do TSE barrou, contudo, algumas frases da campanha, por considerar que elas traziam uma vinculação com a atual administração.
Foram vetadas, por exemplo, as declarações: “O tempo de espera para exames e cirurgias foi reduzido” e “Ficou mais fácil fazer meu exame”.
Continua após a publicidade “Como tais adjetivações não são indispensáveis à orientação sanitária que justifica a excepcionalidade do pedido, deverão ser excluídas ou substituídas por formulações neutras”, determinou o magistrado.
As peças também não poderão trazer a identificação do governo federal, apenas do Ministério da Saúde .
Continua após a publicidade Nunes Marques ainda estabeleceu a “manutenção do caráter estritamente educativo, informativo e de orientação social das peças, vedada a inclusão de nomes ou imagens de autoridades públicas, de referências a candidaturas, de apelos partidários ou eleitorais e de afirmações de exaltação da atual administração, de redução de filas ou de melhora do desempenho dos serviços”.
Segundo o governo federal, o objetivo da campanha é informar a população sobre a importância do atendimento especializado, quando houver indicação clínica, e orientar as formas de acesso às consultas, aos exames e demais procedimentos ofertados pelo SUS.
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