Polícia indicia médico por homicídio culposo pela morte de juíza após coleta de óvulos
A Polícia Civil determinou o indiciamento do médico Maurício Costa Nunes Ligabô Júnior por homicídio culposo por omissão pela morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos.
Ela morreu em 6 de maio após sofrer uma hemorragia causada por complicações depois de um procedimento para coleta de óvulos.
Segundo o despacho do delegado responsável pela investigação, o crime teria ocorrido por imperícia no atendimento, com aumento de pena por inobservância de regra técnica da profissão.
A defesa de Maurício Ligabô Júnior afirmou que discorda do indiciamento e sustenta que não houve imperícia, negligência ou imprudência.
Segundo os advogados, complicações hemorrágicas podem ocorrer mesmo quando a técnica é executada corretamente, e a relação entre o procedimento e a morte não comprova culpa.
A defesa também informou que o médico prestou assistência e acompanhou a paciente, colabora com as autoridades e permanece à disposição (leia mais abaixo). ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp O médico foi intimado a comparecer ao 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes nesta terça-feira (25), às 11h, para ser formalmente indiciado, mas não foi a De acordo com a Polícia Civil, o laudo pericial apontou uma relação direta entre a punção ovariana transvaginal realizada pelo médico e a morte da magistrada.
A juíza Mariana Francisco Ferreira morreu após passar por procedimento em clínica de Mogi das Cruzes Reprodução/Redes sociais A perícia também identificou “inobservância técnica e de conduta” no atendimento da complicação hemorrágica.
Segundo o documento, a conduta adotada foi incompatível com a rapidez recomendada pela literatura médica nesse tipo de situação.
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O homicídio culposo ocorre quando não há intenção de matar.
O indiciamento é uma etapa da investigação policial e não representa uma condenação.
Em manifestação anterior, a defesa de Maurício Ligabô afirmou que seria imprudente atribuir responsabilidades antes da conclusão do laudo pericial.
Também disse que o médico prestaria informações para colaborar com o esclarecimento da causa da morte de Mariana.
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