Entenda a nova política da CBV que pode impedir Tiffany de jogar
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou, n última sexta-feira (14), a adesão à política do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Esta diretriz limita a elegibilidade para a categoria feminina exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino.
Com a nova regra, as jogadoras terão que apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino.
A política, que já existia internacionalmente, gerou grande repercussão por sua aplicação e impacto direto na carreira de atletas como Tiffany.
“A CBV passa a seguir – a partir de hoje – os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI – publicada em março deste ano – que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino.
Essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY – tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade”, diz trecho da nota.
Leia Mais Beatriz Souza conquista medalha de ouro no Grand Prix de Judô Lutador brasileiro Edson Barboza é nocauteado no UFC e se aposenta Mackenzie Dern mantém cinturão do UFC com vitória incontestável Tiffany reage sobre nova medida Em um forte pronunciamento, Tifanny declarou que a CBV está “tirando tudo o que tem”.
Ela enfatizou que não vai se calar diante da nova regra, que considera um “enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão”.
A atleta destacou que a medida não afeta apenas a ela, mas também seu clube, torcida , patrocinadores e as pessoas trans que se inspiram em sua trajetória.
Tifanny garantiu que tomará “todas as medidas possíveis” para que sua luta por visibilidade, inclusão e a prática do esporte não seja em vão.
Veja o pronunciamento completo de Tifanny O voleibol é a minha vida e o meu trabalho.
A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos.
Mas isso não afeta só a mim, afeta ao meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e ainda direito de todas as pessoas Trans.
É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão.
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