Juros podem subir já em outubro? Mercado ajusta projeções para próxima reunião do Fed
A inflação dos Estados Unidos deixou o mercado mais dividido sobre o próximo passo do Federal Reserve (Fed).
Embora a manutenção dos juros ainda seja o cenário mais provável para a reunião de outubro, a chance de uma nova alta mais que dobrou após a divulgação do índice de preços ao consumidor ( CPI ) de setembro nesta quarta-feira (14).
Antes do dado, a ferramenta CME FedWatch indicava 78,4% de probabilidade de manutenção e 21,6% de chance de aumento de 0,25 ponto percentual.
Na reação inicial à divulgação, a aposta em alta chegou a assumir a liderança.
O movimento perdeu força conforme os investidores digeriram os números.
Na consulta realizada após essa primeira reação, a manutenção voltou à frente, com 52,9%, enquanto a probabilidade de elevação estava em 47,1%.
Os percentuais oscilam ao longo do pregão.
O CPI avançou 0,6% em setembro, em linha com as expectativas, mas a inflação acumulada em 12 meses acelerou de 3,4% para 3,7%, acima dos 3,6% esperados.
O núcleo, que exclui alimentos e energia, também superou as projeções: subiu 0,3% no mês e 2,6% em 12 meses.
Inflação pressiona, mas Fed pode esperar Para James Knightley, economista-chefe do banco ING, o resultado provavelmente não é suficiente para levar o Fed a aumentar novamente os juros em outubro.
A avaliação considera os comentários recentes de autoridades, que sinalizam pouca pressa para repetir a elevação de 0,25 ponto percentual realizada em setembro.
Isso não significa, porém, que o risco de aperto monetário tenha desaparecido.
A previsão apresentada pelo economista é de uma nova alta em dezembro, seguida de uma longa pausa, com risco de os juros precisarem subir ainda mais antes do início dos cortes.
Na avaliação de Knightley, parte importante da trajetória da inflação depende dos desdobramentos no Estreito de Ormuz .
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