CSN (CSNA3) recua mais de 5% no Ibovespa — mas não é só o minério de ferro que pesa na ação
A CSN ( CSNA3 ) aparece entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira (14), em nova rodada de fraqueza do setor, mas também de cautela dos investidores com empresas alavancadas.
Segundo especialistas consultados pelo Money Times , o cenário macroeconômico e os fundamentos da empresa, com endividamento elevado e possíveis novas revisões baixistas do guidance mais à frente.
Na Bolsa de Dalian, na China, o minério de ferro recuou 0,81% na sessão de hoje, cotado a 674 yuans a tonelada (US$ 100,7).
Para o sócio da Fatorial Investimentos, Fábio Lemos, não é só um fator que atinge a CSN, com queda também expressiva da Usiminas ( USIM5 ) no pregão desta quarta-feira.
“A queda das siderúrgicas reflete uma preocupação crescente com as margens e a geração de caixa das companhias”, avalia.
Leia mais: Usiminas (USIM5): Citi corta preço-alvo e vê pressão da mineração nos resultados do 3T26 Além disso, o Ebitda estimado de 2027 para as companhias está 21% abaixo do consenso para Usiminas e 42% para CSN.
Isso, detalha Lemos, devido ao frete elevados e aos custos na mineração.
A leitura do sócio da Fatorial é de que o mercado está deixando de comprar expectativas e voltando a exigir resultados e geração efetiva de caixa.
Na mesma linha, o economista e head de renda variável da Fatorial Investimentos, Gustavo Bertotti , considera que o cenário macro desfavorável, com possível aumento de juros nos Estados Unidos no radar dos investidores, o encarecimento do frete entre China e Brasil e os dados desfavoráveis da economia chinesa pesam na conjuntura das companhias.
“O mercado todo está corrigindo após a forte valorização da semana passada, além da incerteza maior em relação às eleições e essas votações importantes no Congresso.
Então, o mercado fica receoso e no compasso de espera”, explica.
Por volta das 12h38 (horário de Brasília), CSN recuava 5,58% (R$ 6,09), enquanto Usiminas caía 6,71% (R$ 6,15).
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