BRB, União, DF e bancos retomam conciliação no STF nesta quinta para tentar destravar empréstimo; entenda o que está em jogo
Após acordo homologado no STF, empréstimo bilionário para tentar salvar BRB não sai do papel Representantes do governo federal, do governo do Distrito Federal e dos maiores bancos do país se reúnem, na tarde desta quinta-feira (13), em mais uma rodada de conciliação para tentar destravar um empréstimo bilionário para salvar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).
A reunião foi pedida pelo governo do DF, que é acionista majoritário do BRB e, por isso, será o tomador do empréstimo.
A governadora Celina Leão (PP) acusa os órgãos federais de "inércia" no tratamento do tema – o que gerou reclamações públicas do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A nova rodada de entendimentos será mediada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, relator da controvérsia no tribunal.
Em maio, Fux homologou um acordo que estabeleceu as condições básicas para o crédito.
Quase três meses depois, no entanto, a contratação do empréstimo segue travada.
O governo do DF tem pressa em conseguir o dinheiro.
Entre outros motivos, porque o BRB não divulga seus balanços periódicos há um ano e vem sendo multado pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários.
O g1 explica abaixo: o que gerou a crise do BRB; o que prevê o acordo; por que o empréstimo segue travado; como deve ser a reunião desta quinta; o que acontece com o BRB sem o empréstimo.
Representantes do DF, da União e do BRB anunciam acordo após reunião TV Globo O que gerou a crise do BRB? A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.
Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.
Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.
O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.