Primeiro-ministro britânico vai doar parte do salário para os sem-teto
"Ninguém deveria dormir na frente de uma porta ou do lado de fora de uma estação", declarou Burnham em um comunicado.
Desde que assumiu o cargo, em 20 de julho, Burnham se comprometeu a acabar com a situação das pessoas que dormem nas ruas, reiterando uma promessa que já tinha feito com resultados desiguais quando era prefeito da Grande Manchester.
O programa, apresentado na noite de terça-feira, contará com uma verba emergencial de 102 milhões de libras (aproximadamente R$ 713,5 milhões), que se somarão aos 340 milhões de libras (R$ 2,37 bilhões) já anunciados, e será gerenciado em escala local.
Além disso, Burnham declarou à revista Big Issue, veículo social distribuído por pessoas sem-teto ou em situação de precariedade, que doará 15% de seu salário para causas relacionadas com as pessoas que vivem nas ruas.
A publicação reportou que o primeiro-ministro britânico ganha por ano cerca de 180 mil libras (R$ 1,26 milhão).
"Não queria pedir a ninguém que faça algo que eu não esteja disposto a fazer. Quero dar o exemplo", afirmou.
O comunicado do governo detalha que durante o inverno britânico serão criados novos alojamentos e serviços de apoio na Inglaterra, seguindo o modelo do programa "Everyone In", implementado em março de 2020, no começo da pandemia de covid.
Aquele programa permitiu alojar milhares de pessoas sem-teto em hotéis e centros de emergência.
O partido anti-imigração Reform UK, por sua vez, qualificou o compromisso do governo de "pouco concreto".
Em toda a Inglaterra, o número de pessoas que dorme nas ruas alcançou um recorde de 4.793 em 2025, segundo dados do governo.
O centro de estudos Institute for Public Policy Research (IPPR) prevê que este número aumente 25% até 2030.
Em termos mais gerais, 382 mil pessoas não tinham residência permanente na Inglaterra em 2025, segundo a ONG Shelter.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.