Dona da Tok&Stok e da Mobly tem prejuízo de R$ 232,7 milhões no 2º trimestre
Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial O Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, anunciou na madrugada de sábado (15) prejuízo líquido de R$ 232,7 milhões no segundo trimestre.
No mesmo período do ano passado, a empresa havia registrado perdas de R$ 88,9 milhões. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o balanço divulgado pela companhia, que está em recuperação judicial, a receita líquida caiu 37,3% em um ano, para R$ 207,1 milhões.
O resultado operacional também piorou.
O Ebitda — indicador que mede o desempenho da empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização — ficou negativo em R$ 156,2 milhões.
Um ano antes, havia sido positivo em R$ 19,4 milhões.
As vendas brutas, medidas pelo indicador conhecido como GMV, somaram R$ 295,2 milhões, uma queda de quase 32% em relação ao segundo trimestre do ano passado.
Em maio, o Grupo Toky anunciou que entrou com pedido de recuperação judicial, citando dívidas superiores a R$ 1 bilhão. 🔎 Recuperação judicial é um processo em que uma empresa com dificuldades financeiras pede proteção à Justiça para renegociar dívidas e evitar a falência, enquanto continua funcionando normalmente.
Segundo a empresa, a decisão foi tomada diante das dificuldades enfrentadas pelo setor de móveis e decoração, como juros altos, aumento do endividamento das famílias e crédito mais restrito.
Esse cenário, afirmou o grupo, reduziu as vendas e afetou seu caixa.
O Grupo Toky também disse que vinha negociando a reestruturação das dívidas da Tok&Stok com credores, mas que o endividamento continuou crescendo.
"Apesar dos esforços empregados pela administração na negociação da reestruturação do endividamento junto aos credores da controlada Tok&Stok, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando", afirmou em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com a empresa, o pedido busca preservar as operações, manter os serviços e criar condições para renegociar suas obrigações financeiras.
O processo foi protocolado na Justiça de São Paulo e está sob segredo de justiça.
Ainda em maio, um dia após anunciar o pedido de recuperação judicial, o Grupo Toky promoveu uma reestruturação de sua diretoria executiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.