Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 17,3 bilhões
Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial O Grupo Casas Bahia anunciou na noite deste domingo (16) que entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.
A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. 🔍A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça.
O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas. (veja mais aqui sobre a recuperação judicial) Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador.
O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.
A empresa informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, sem interrupções relevantes para os consumidores.
Como o pedido foi apresentado em caráter de urgência, ele ainda precisará ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.
Reestruturação começou em 2023 O pedido de recuperação judicial é o desfecho de um processo de reestruturação iniciado há cerca de três anos.
Segundo a petição à qual o g1 teve acesso, a companhia lançou, em meados de 2023, um Plano de Transformação para reduzir custos, aumentar a eficiência operacional e fortalecer a geração de caixa.
Na primeira etapa, foram fechadas 55 lojas consideradas deficitárias até o fim daquele ano, além da redução de aproximadamente 8.600 postos de trabalho.
Em 2024, a Casas Bahia também realizou uma recuperação extrajudicial, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.
Na época, a empresa apostava que a renegociação, somada à expectativa de queda dos juros e retomada do consumo, seria suficiente para estabilizar as contas.
No entanto, segundo a companhia, o cenário econômico continuou desfavorável.
Em agosto de 2026, já durante a segunda fase do plano de transformação, a empresa promoveu uma nova rodada de cortes, com a demissão de cerca de 3 mil funcionários e o fechamento de quase 300 lojas.
Segundo a petição, o grupo emprega atualmente mais de 20 mil pessoas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.