Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda
Gemini e Flow permitirão criar mídias sem selos sobrepostos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo O Google anunciou que permitirá que usuários removam marcas d’água visíveis de conteúdo gerado por IA, mantendo a rastreabilidade por metadados e a tecnologia SynthID.
A mudança visa atender à demanda de profissionais que precisam utilizar arquivos sem o selo sobreposto.
A funcionalidade será liberada gradualmente, inicialmente integrada na interface do Gemini e no Flow, o editor de vídeo do Google.
O Google anunciou uma mudança importante na forma como identifica conteúdos gerados por i nteligência artificial : a remoção das marcas d’água visíveis de imagens, vídeos e faixas musicais, para atender a um pedido de profissionais que utilizam as ferramentas e não podiam aproveitar os arquivos finais por conta do selo sobreposto.
A alteração, anunciada nesta sexta-feira (14), não compromete a procedência da mídia.
A marca d’água invisível SynthID e os metadados relacionados continuarão inalterados no código do arquivo .
A novidade cobre as mídias processadas pelos modelos Nano Banana , Omni e Lyria, e será liberada gradualmente para o público nos próximos dias no Gemini e no Flow, o editor de vídeo nativo do Google.
Para remover a indicação visual, será necessário acessar Configurações e buscar pela opção de “Marca d’água de mídia”, onde o recurso poderá ser ativado ou desativado.
Recurso ficará disponível no menu de configurações do Gemini (imagem: reprodução/Josh Woodward) Por que a marca d’água visível virou um problema? A alteração reflete uma evolução na classificação de arquivos sintéticos.
No início da popularização da IA generativa, o uso de filtros visuais virou uma linha de defesa contra o compartilhamento de desinformação.
No entanto, para designers e editores de vídeo, os selos gráficos podem tornar o conteúdo inutilizável.
O vice-presidente do Gemini, Josh Woodward, confirmou que a necessidade de identificar conteúdo gerado por IA permanece, mas ressaltou a importância de oferecer flexibilidade.
“Estamos buscando um equilíbrio entre controle criativo e segurança: embora as marcas d’água visíveis agora sejam opcionais, as marcas invisíveis do SynthID e os metadados ainda estão sendo usados para garantir a transparência.
Assim, você ainda pode usar o Gemini ou a busca para verificar se uma imagem foi gerada por IA”, escreveu o executivo.
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