Caixa recua e anuncia reabertura da mesa de negociação; trabalhadores fazem ato com caixão no DF
A categoria entrou em greve por tempo indeterminado na quinta-feira (10). A paralisação foi deflagrada após trabalhadores rejeitarem a proposta do banco referente ao plano de saúde da empresa, o Saúde Caixa .
Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, a decisão representa uma importante vitória da mobilização. “A empresa, que havia encerrado as tratativas coletivas e anunciado medidas diante do fim das negociações, agora reconhece a importância do diálogo com as entidades representativas e admite a retomada das tratativas”, destacou.
Segundo a Fenae, a Caixa informou que adotará providências para que seja admitida a prorrogação, de forma precária e excepcional, dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, mantendo as mesmas condições praticadas anteriormente a 31 de agosto de 2026, até a conclusão das negociações.
O Saúde Caixa está no centro das reivindicações dos bancários. A paralisação foi deflagrada na última quinta (10) após trabalhadores rejeitarem a proposta do banco ao plano de saúde . A empresa defende um modelo no qual aposentados e pensionistas passam a destinar 4,5% do salário ao plano, em vez dos atuais 3,5%. O limite da renda familiar destinado ao serviço de saúde também vai de 7% para 9%, e continuam sendo cobradas 13 mensalidades por ano. Já o valor cobrado por dependente aumenta de R$ 480 para R$ 660.
Nesta segunda (14), o Sindicato dos Bancários do DF realizou um ato pelo “Sepultamento simbólico da gestão de pessoas da Caixa”. O nome da mobilização é uma sátira para denunciar a falta de diálogo com os trabalhadores e cobrar mais valorização da categoria.
“A luta em Brasília está servindo de referência para todo o país. Vamos fazer com que a gente derrote essa direção da Caixa e que o senhor Carlos Vieira aprenda a respeitar cada empregado da Caixa. Vamos seguir firmes e vamos conquistar o que nós merecemos”, afirmou Rodrigo Britto durante o ato.
Em carta aberta, publicada no sábado (12), direcionada ao presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, o sindicato criticou a postura da empresa e disse que “a mensagem é péssima e revela muito sobre a forma como a atual direção decidiu conduzir o processo negocial”.
“A categoria rejeitou a proposta porque entendeu que ela era insuficiente. Isso faz parte de qualquer negociação coletiva. Assembleia não existe apenas para homologar aquilo que a empresa quer. Se a proposta foi rejeitada, cabe à direção da Caixa voltar à mesa e negociar”, aponta a nota.
O sindicato argumenta que a Caixa, “ao invés de apresentar uma proposta melhor, responder às reivindicações dos empregados e buscar uma saída para o impasse”, prefere “anunciar perdas e criar um ambiente de insegurança entre os trabalhadores e as trabalhadoras.”
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