Lula expande e torna Move Brasil permanente a 20 dias do 1º turno
Presidente recebeu motoristas no Planalto enquanto programa amplia o público atendido e o crédito para financiamento de veículos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta 2ª feira (14.set.2026) o PLV (Projeto de Lei de Conversão) nº 10 de 2026, que torna permanente o Move Brasil e amplia o público atendido pelas linhas de financiamento para veículos novos. Além de motoristas de aplicativo e taxistas, o programa passa a contemplar transportadores escolares.
A cerimônia é realizada a 20 dias do 1º turno das eleições e no mesmo dia em que a pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente de Lula em um cenário de 2º turno.
As taxas de financiamento informadas pelo governo são de 12,6% ao ano. O programa permite parcelamento em até 84 vezes e estabelece diferentes modalidades de amortização. O Move Brasil conta com a participação do BNDES, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
O programa utiliza recursos públicos para viabilizar financiamentos com condições mais favoráveis que as disponíveis no mercado. Na modalidade voltada a motoristas de aplicativo e taxistas, os recursos são custeados pelo Tesouro Nacional e repassados ao BNDES, enquanto a União cobre a diferença entre os juros de mercado e as taxas oferecidas pelo programa.
O Move Brasil tem R$ 30 bilhões em crédito do BNDES, liberados no lançamento do programa, que serão disponibilizados ao longo do tempo conforme a demanda dos trabalhadores. O valor, portanto, corresponde ao volume de crédito previsto e não ao custo fiscal da medida para a União.
A exposição de motivos da medida que criou a linha afirma que as operações são reembolsáveis e não têm garantia do Tesouro Nacional. Por isso, o governo classificou a iniciativa como uma operação financeira, sem impacto fiscal primário.
O eventual custo para a União depende de outras despesas associadas ao programa, como subsídios ou equalização de juros. Até o momento, o governo não informou um valor específico de custo fiscal para a ampliação sancionada nesta 2ª feira.
Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o programa já financiou mais de 48 mil carros e quase 20 mil motos. A média mensal de vendas para motoristas de aplicativo e taxistas, segundo ele, passou de cerca de 4 mil veículos antes do programa para aproximadamente 16 mil.
Moretti afirmou que o Move Brasil também tem impacto sobre a renda dos trabalhadores. Segundo o ministro, a parcela média para motos caiu de cerca de R$ 1.000 a R$ 1.100 no aluguel para aproximadamente R$ 700 com o financiamento pelo programa.
O texto sancionado amplia as possibilidades de financiamento. Poderão ser contemplados motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas de táxi e profissionais de transporte escolar.
A linha também passa a incluir veículos utilitários e permite financiar adaptações destinadas a pessoas com deficiência. O prazo máximo de pagamento sobe de 72 para 84 meses.
Outra mudança é o sistema de amortização variável, com uma espécie de prestação balão.
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