Petróleo brent cai forte e chega a operar abaixo de US$ 100 com oferta e negociações
Os preços do petróleo caíram para o nível mais baixo em 11 dias nesta segunda-feira, à medida que investidores apostavam em avanços diplomáticos em relação ao conflito envolvendo o Irã — impulsionados pela reunião da ONU desta semana — e observavam uma recuperação parcial nos embarques da Arábia Saudita.
Os contratos futuros de petróleo Brent (LCOc1) e do petróleo West Texas Intermediate (WTI – CLc1) dos EUA atingiram seus níveis mais baixos desde 10 de setembro no início do dia.
O contrato do Brent para novembro estava cotado a US$ 101,75 o barril às 6h (horário de Brasília), uma queda de US$ 2,12, ou 2%.
O contrato do WTI para outubro (CLc1), com vencimento na terça-feira, caía US$ 1,96, ou 2%, para US$ 98,34 o barril.
O contrato para novembro (CLc2) estava em US$ 94,16.
O Irã e os EUA trocaram novas ameaças no domingo, embora o presidente Donald Trump tenha dito que estaria aberto a se reunir com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, cuja presença em Nova York é esperada nesta semana para a Assembleia Geral das Nações Unidas.
“Parece que parte do prêmio de risco está sendo removida dos preços do petróleo devido à expectativa de que um caminho diplomático para reduzir a tensão no conflito EUA-Irã possa surgir nesta semana”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade.
O Irã comunicou suas condições a mediadores para retomar as negociações, segundo declarações do chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, citadas pela Al Jazeera em uma entrevista no sábado.
No entanto, as tensões no Oriente Médio permaneceram elevadas, uma vez que os Houthis do Iêmen — grupo apoiado pelo Irã — afirmaram ter atacado locais “sensíveis” na capital saudita, Riad, no sábado, com mísseis e drones, além de uma instalação da Aramco na cidade de Yanbu, no Mar Vermelho, um importante centro de exportação de petróleo.
Nesta segunda-feira, um porta-voz da Guarda Revolucionária afirmou que o Irã usaria novas armas e atacaria locais não atingidos anteriormente caso os EUA lançassem uma nova ofensiva contra o país, segundo a agência de notícias Fars.
Leia também Irã e EUA trocam ameaças após ataques dos houthis agravarem conflito regional O conflito parece estar em impasse há meses, sem sinais de que qualquer um dos lados esteja disposto a fazer concessões A China pediu ao Irã que ajude a conter os Houthis, após um apelo feito a Pequim pela Arábia Saudita na sequência dos ataques, segundo três fontes iranianas a par do assunto.
Os ataques dos Houthis ao oleoduto Leste-Oeste da Saudi Aramco levaram a empresa estatal de energia a aumentar as exportações pelo Estreito de Ormuz neste mês e no próximo, após interromper alguns embarques via Yanbu.
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