Federações e clubes se posicionam contra possível proibição das bets
Clubes e federações do futebol brasileiro compartilharam na noite desta quinta-feira (17/9), um comunicado onde se posicionaram contra a mobilização do governo de uma Medida Provisória que proibiria bets no Brasil.
Em nota conjunta, as instituições reconhecem os impactos sociais das casas de apostas online, defendem medidas de fiscalização e proteção, mas dizem que os investimentos feitos pelo setor são necessárias para manter a estruturas das agremiações.
“A consequência não será apenas uma porta escancarada para as apostas clandestinas, mas um golpe fatal para o futebol brasileiro, levando muitos clubes à insolvência”, diz parte da nota.
Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Federação Paulista de Futebol (@fpf_oficial) Leia também Esportes Renato Gaúcho é apresentado no Grêmio e destaca permanência na Série A Esportes Neymar lamenta eliminação do Santos após provocar torcida do Atlético-MG Brasil Lula reforça ataque às bets: “Minha disposição pessoal é acabar” Entre os argumentos apresentados, está de que futebol feminino, formação de atletas e clubes de menor expressão seria os principais alvos da possível mudança.
“Essas receitas são fundamentais para manter estruturas administrativas, centros de treinamento, profissionais, projetos sociais, e departamentos que não geram recursos suficientes para se sustentar de maneira independente, como parte do futebol feminino e a formação de futuros talentos, os primeiros investimentos ameaçados quando a receita cai de forma abrupta”, escreveu em texto.
Até o fechamento desta matéria, onze clubes da Série A do Campeonato Brasileiro (Santos, São Paulo, Fluminense, Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Chapecoense, Vasco e Botafogo), além de três federações (São Paulo Rio de Janeiro e Bahia), publicaram a nota em suas redes sociais.
Confira a nota na íntegra: “ O futebol acompanha com atenção as discussões sobre o mercado de apostas no Brasil e reconhece os desafios que sua expansão traz.
Os impactos sociais, especialmente sobre as pessoas mais vulneráveis, exigem atenção permanente do Poder Público, das empresas e de todos os setores envolvidos.
Por isso, é fundamental aprimorar as medidas de proteção, fiscalização, educação e prevenção, para reduzir riscos e garantir um mercado responsável.
O Brasil escolheu enfrentar esse desafio pela regulamentação.
A regulamentação estabeleceu regras rígidas para as empresas autorizadas a atuar no país, com regras claras que permitem ao Estado fiscalizar o mercado, responsabilizar quem descumpre a lei e combater a atuação de plataformas clandestinas.
Importante ressaltar que, nos últimos anos, o investimento das empresas de apostas autorizadas tornou-se uma das principais fontes de receita do esporte.
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