Polícia prende grupo que usava deepfake de Gusttavo Lima em golpe de doação
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quarta-feira (28), uma operação contra um grupo suspeito de arrecadar quase R$ 10 milhões com falsas campanhas de doação na internet.
Para atrair doadores, os alvos usavam vídeos criados com inteligência artificial que reproduziam imagens de Gusttavo Lima e dos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo .
A ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo.
A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros e patrimoniais.
Até o momento, cinco investigados foram presos .
Segundo a polícia, dois suspeitos foram localizados em Planaltina (DF), um em Planaltina de Goiás (GO), um em Uberlândia (MG) e outro em Joinville (SC).
A operação também resultou na apreensão de veículos de luxo e na identificação de ativos em criptomoedas avaliados em aproximadamente US$ 400 mil , o equivalente a R$ 2,14 milhões, conforme a cotação desta quarta-feira.
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Para ampliar o alcance das campanhas e atrair mais pessoas, os investigados recorriam a ferramentas de inteligência artificial , incluindo as chamadas ‘deepfakes’, para criar vídeos falsos com imagens de personalidades públicas , como Gusttavo Lima e os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo .
Os conteúdos também incluíam representações religiosas , entre elas imagens de Jesus Cristo, de acordo com as investigações.
As publicações circulavam nas redes sociais e direcionavam os usuários a páginas que simulavam campanhas beneficentes legítimas.
Os valores arrecadados, porém, eram transferidos para contas bancárias controladas pelo grupo .
Grupo usava deepfake de Gisele Bündchen para aplicar golpes milionários | CNN NOVO DIA Mais de 215 mil transações em 45 dias As apurações mostraram que, entre 13 de outubro e 26 de novembro de 2025, uma única empresa vinculada à organização recebeu 215.575 transações , que totalizaram mais de R$ 9.8 milhões .
Segundo a polícia, os pagamentos eram, majoritariamente, de pequenos valores, especialmente R$ 30 e R$ 50.
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