Polícia da Câmara pode investigar deputado? Entenda o caso Lindbergh
Apuração sobre suposta armação contra o deputado Alfredo Gaspar(PL-AL) levantou dúvidas sobre os limites da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados
A atuação da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados no episódio que envolve o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) passou a ser questionada juridicamente depois que a corporação colheu depoimentos e requisitou dados durante uma apuração sobre uma suposta armação contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).
A discussão ganhou força depois que Lindbergh acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar os atos praticados pela Polícia Legislativa da Casa.
O caso teve origem em uma acusação apresentada por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke contra Gaspar, que foi apontado pelos dois parlamentares como suspeito de estupro de vulnerável. Gaspar negou a acusação e posteriormente passou a sustentar que havia sido vítima de uma armação política.
Segundo informações apresentadas no caso, Gaspar registrou uma ocorrência na Polícia Legislativa em abril deste ano, que ouviu um comerciante que afirmou ter informações sobre uma suposta articulação para produzir a acusação contra o deputado.
O material acabou sendo encaminhado ao STF depois que Lindbergh apareceu entre os citados na apuração.
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