Moradores de São Tomé de Paripe propõem auxílio emergencial único de R$ 12 mil após sete meses de contaminação na praia
Moradores de São Tomé de Paripe propõem auxílio emergencial único de R$ 12 mil após sete meses de contaminação na praia Arquivo pessoal Sete meses após o início da contaminação da praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, moradores, pescadores e comerciantes afetados pelo desastre ambiental apresentaram uma contraproposta para receber auxílio financeiro da empresa Gerdau.
Em vez do pagamento de R$ 1 mil por mês durante um ano, como sugerido pela companhia, as cerca de 2 mil famílias impactadas pedem uma parcela única de R$ 12 mil.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) constatou que a contaminação partiu do Terminal Itapuã, que faz operações de estocagem e movimentação de granéis sólidos. gAtualmente, o terminal era operado pela empresa Intermarítima, mas por 30 anos a Gerdau administrou a operação.
O Inema atribuiu a responsabilidade às duas companhias. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A proposta foi discutida nesta quarta-feira (2), durante uma reunião entre representantes da comunidade, do Ministério Público da Bahia (MP-BA), do Ministério Público Federal (MPF) e de outros órgãos estaduais e federais.
Agora no g1 O encontro faz parte das negociações para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as empresas investigadas pela contaminação.
Segundo apuração da TV Bahia, a Gerdau apresentou a oferta de um auxílio emergencial que totaliza R$ 24 milhões, destinados ao pagamento de R$ 1 mil mensais para 2 mil famílias durante um ano.
Após a reunião, o Ministério Público informou que levará a contraproposta dos moradores para análise da empresa.
A Gerdau informou que acompanha de perto o ocorrido e está ativamente dialogando com autoridades e órgãos competentes para a construção conjunta de uma resolução social e técnico-ambiental envolvendo a região.
Já a Intermarítima foi procurada pela TV Bahia, mas preferiu não se pronunciar no momento.
Anteriormente, a empresa informou que se solidariza com a população de São Tomé de Paripe e que continua acompanhando o desenrolar das investigações em curso.
O encontro ocorreu em um auditório do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), devido à grande quantidade de participantes.
Moradores, marisqueiras, pescadores e comerciantes relataram dificuldades para manter a renda desde fevereiro, quando surgiram as primeiras manchas azuladas e amareladas na faixa de areia e no mar da praia.
"Tudo que a nossa comunidade quer é ter a rotina de volta, a praia descontaminada e os comerciantes voltando a trabalhar.
O verão está chegando", afirmou Jocival Nascimento, representante da comunidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Bahia.