Mãe de mulher trans espancada em Barretos pede justiça e desabafa: 'Médicos deram 72 horas de vida'
Agredida brutalmente por dois homens em Barretos (SP) por causa de um telefone celular, a mulher trans Jade, de 43 anos, segue internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Barretos (SP), onde recebe atendimento médico.
Mãe da vítima, a pensionista Marisa dos Santos Oliveira relatou o desespero e a dor da família ao acompanhar a recuperação no hospital e revelou o prognóstico passado pela equipe médica.
"Os médicos deram 72 horas de vida para ele.
Ele está entubado, está com dreno na cabeça e com dreno em outras partes do corpo", disse a pensionista Marisa dos Santos Oliveira.
Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (12), na região da Praça São Benedito, na Rua Trinta, em Barretos.
Jade foi agredida com socos, chutes na cabeça e pedradas por dois homens, mesmo após já estar caída no chão e sem possibilidade de reação.
Jade foi espancada no meio da rua em Barretos, SP Redes sociais A vítima foi socorrida após um motorista de aplicativo testemunhar as agressões, tentar intervir e acionar a Polícia Militar.
Jade deu entrada no hospital inconsciente.
"Ele não conversa.
Ele está entubado, está com dreno na cabeça, está com dreno em outras partes do corpo, que a gente não pode estar mexendo", relata a mãe.
O caso é investigado como tentativa de homicídio pela Delegacia Seccional de Barretos.
O lavrador Adilson Pereira foi preso em flagrante no local do crime e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.
A Polícia Civil trabalha para identificar e localizar o segundo suspeito que participou do espancamento e fugiu.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Adilson Pereira para se manifestar sobre a prisão e as acusações.
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