Colonos israelenses voltam a atacar casa na Cisjordânia e geram reação de Netanyahu
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Colonos israelenses atacaram uma casa ao redor da vila de Qusra, na Cisjordânia ocupada, neste sábado (29). O ataque acontece em meio a tensões crescentes na região, ocupada por Israel desde 1967.
Loui Ridi, um palestino-americano que vive próximo ao local do ataque e teve a casa agredida neste mês , disse à agência de notícias Reuters que presencia invasões quase diárias de colonos israelenses a imóveis na região.
Na sexta-feira (28), as Forças Armadas de Israel mataram três palestinos em um ataque aéreo na Cisjordânia ocupada, sob a justificativa de que a operação tinha como alvo um membro do Hamas , grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza .
Segundo relatos de testemunhas à Reuters, os colonos israelenses cercaram uma casa e jogaram pedras nela. Sete palestinos ficaram presos dentro do imóvel durante os ataques.
"Condeno fortemente os atos criminosos de violência cometidos nas vilas de Qusra e Jalud", disse o premiê Binyamin Netanyahu , referindo-se a um incidente separado em uma vila vizinha. Esta é a sua primeira declaração pública sobre os ataques na região. Netanyahu culpou "um punhado de desordeiros" pela situação.
Os Estados Unidos já haviam pressionado o premiê a condenar em público os ataques de colonos israelenses a palestinos em suas casas, de acordo com o que autoridades americanas e israelenses informaram à Reuters.
O governo israelense, por sua vez, havia culpado o que chama de "minoria marginal" pela violência dos colonos, mas essa definição foi contestada por grupos de direitos humanos.
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Em junho, uma investigação da ONU constatou que autoridades israelenses estão diretamente envolvidas nesses ataques de colonos que mataram, feriram e deslocaram palestinos na Cisjordânia ocupada. A missão israelense em Genebra rejeitou as conclusões do relatório.
Saddam Oday, um dos palestinos que ficaram presos na casa atacada neste sábado, disse que o Exército israelense disparou gás lacrimogêneo dentro da imóvel. Luay Bayruti, proprietário da casa atacada, afirmou que o Exército algemou, vendou e espancou os que estavam dentro do imóvel antes de libertá-los.
Segundo comunicado da corporação, tropas e forças da polícia de fronteira chegaram ao local para retirar "desordeiros" e proteger os moradores que estavam dentro da casa. À Reuters, o Exército não informou o motivo do uso de gás lacrimogêneo.
Investidas de colonos israelenses contra palestinos em zonas rurais vem aumentando, com mesquitas e casa vandalizadas e plantações de oliveiras destruídas. Grupos de direitos humanos dizem que a crescente presença de colonos nas bordas de vilas palestinas, como Qusra, faz parte de um esforço mais amplo para tomar terras dos palestinos na região.
Hoje, a Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses, distribuídos em aproximadamente 146 assentamentos e outros 390 postos avançados menores, segundo dados do grupo israelense de monitoramento de assentamentos Peace Now.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.