Hora de financiar obras? Paramis vê oportunidade rara em crédito imobiliário e aposta em operações com mais garantias
Enquanto parte do mercado volta a olhar para debêntures incentivada s após a reabertura dos prêmios, a Paramis Capital acredita que as melhores oportunidades do crédito privado estão no mercado imobiliário estruturado.
A avaliação da gestora é que o momento atual do setor oferece uma combinação interessante: menos competição por capital, remunerações mais elevadas e estruturas contratuais com garantias.
Segundo o CIO da casa, Alexandre Fernandes , o aumento das dificuldades e casos de inadimplência em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ligados a novos projetos não afasta investidores especializados.
Pelo contrário.
“Eu sempre tive a convicção de que momentos como este são os momentos para alocar.
A oferta de capital está menos concorrida, e eu consigo fazer operações muito mais amarradas com garantias do que conseguia meses atrás”, afirmou o gestor.
A visão da gestora parte de uma leitura de ciclos.
Os problemas de hoje nasceram há quatro, cinco anos.
“O CRI que está dando problema hoje é, em grande parte, o CRI do ciclo anterior.
Em 2022 havia muito dinheiro disponível para novas obras, pouca disciplina e os incorporadores tinham muito mais poder de negociação”, disse o gestor.
Para ele, os empreendimentos lançados no ciclo anterior estão sofrendo com os juros elevados, dificuldade de financiamento imobiliário para os compradores e menor capacidade de conclusão da aquisição dos imóveis.
Agora, a nova safra de obras enfrenta um cenário muito mais restritivo para aprovação dos projetos, o que exige mais disciplina na venda das unidades e na captação financeira.
A aposta da gestora é que os projetos financiados hoje, em um ambiente mais seletivo, tendem a apresentar estruturas de crédito mais sólidas, com garantias e melhores proteções para os investidores.
Melhor um CRI que uma debênture Outro fator que sustenta a tese da casa é a capacidade de atuação em situações de estresse.
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