Instrutor de academia nega assédio e diz que mordida em aluna foi 'brincadeira'
Professora denuncia assédio após ser mordida e agarrada por instrutor de academia A defesa do instrutor de academia Filipe Gomes da Silva, denunciado por uma professora de 25 anos por importunação sexual, assédio sexual e lesão corporal, afirmou que a mordida registrada por uma câmera de segurança ocorreu durante uma "brincadeira infeliz e despropositada" e não teve conotação sexual.
O caso aconteceu em 19 de maio, em uma academia no bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife.
A professora, que não quis se identificar, afirma que foi agarrada contra a vontade e mordida pelo instrutor.
As imagens mostram o momento em que ele se aproxima, segura a mulher pela cintura e a morde nas costas. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Segundo os advogados, Filipe e a aluna tinham uma relação de "intimidade e confiança", com conversas frequentes sobre questões pessoais.
A defesa afirma, ainda, que ela costumava levar lanches para o professor e que o vínculo entre os dois "transcendia a relação profissional típica do ambiente de trabalho".
A professora, por outro lado, afirma que nunca teve intimidade com o instrutor e que já havia se sentido incomodada com comportamentos dele antes do episódio.
"Só queria que as pessoas entendessem que eu não tive nenhum tipo de intimidade com ele.
Eu não era próxima, não cheguei a ter nenhum tipo de intimidade.
E me colocar em um local onde eu não estava é muito ruim.
Eu não sou assim", afirmou, em entrevista à TV Globo.
De acordo com os advogados de Filipe Gomes da Silva, no dia do episódio, a professora teria demonstrado desânimo para realizar o treinamento.
Nesse contexto, segundo a defesa, Filipe disse, "numa brincadeira infeliz e despropositada": "se você não treinar vou lhe morder".
A nota afirma que ele realizou o gesto "de forma lúdica e descontraída", sem qualquer intenção ou conotação sexual.
LEIA TAMBÉM: 'Tentava sair, mas ele insistia', diz professora que denunciou assédio Vídeo mostra momento em que instrutor agarra e morde aluna A defesa, porém, reconhece que a conduta ultrapassou os limites esperados na relação entre professor e aluna.
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