Gavião é usado para afastar pombos em hospital de Vitória; ave também 'trabalha' no aeroporto
Gavião Shiluba é utilizado para afastar pombos de área de hospital do Espírito Santo Divulgação/Hucam Há cerca de quatro meses, o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória, passou a contar com o trabalho de um novo "funcionário".
Shiluba, um gavião macho da espécie asa-de-telha (Parabuteo unicinctus), sobrevoa áreas externas da unidade para espantar pombos que encontram abrigo nos telhados, beirais e outras estruturas do hospital.
O projeto foi motivado depois que a administração do hospital percebeu o aumento da população de pombos na área da unidade, que fica no bairro Maruípe.
Um censo da população na área apontou a presença de cerca de 60 pombos no entorno do hospital. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A presença de pombos em áreas próximas a hospitais preocupa, já que as fezes das aves podem favorecer a exposição a fungos, bactérias e parasitas, além de provocar danos a estruturas e sistemas de ventilação e ar-condicionado, expondo uma população que já está vulnerável.
Apesar dos riscos, o hospital não registrou casos de doenças transmitidas por pombos na unidade.
A iniciativa tem caráter preventivo e busca reduzir a presença das aves antes que ela se torne um problema.
Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória, Espírito Santo Divulgação/Hucam LEIA TAMBÉM: LITORAL DO ES: Pesquisa inédita no Brasil vai rastrear baleias-jubarte por satélite e mapear risco de atropelamentos por navios AVES DA TERCEIRA PONTE: Conheça berçário de concreto que abriga Trinta-réis-de-bando sob uma das maiores infraestruturas de transporte do Brasil A unidade vinha adotando medidas convencionais como fechar pontos de entrada e promover ações de conscientização, mas elas não foram suficientes para resolver a situação.
"A estrutura do Hucam é um dos fatores que favorecem a presença dos pombos.
Os prédios estão distribuídos horizontalmente, por uma área com desníveis e oferecem diversos pontos de abrigo, como telhados, beirais e janelas.
A unidade já havia tentado fechar pontos de entrada, o uso de repelentes e promover ações de conscientização da comunidade, mas nada havia sido tão efetivo", explicou o biólogo David Salles, responsável pelo controle ambiental do Hucam.
Como o trabalho funciona O trabalho que começou a ser feito com o gavião é realizado por uma empresa especializada em falcoaria, técnica que utiliza aves de rapina treinadas para afastar outras espécies.
Shiluba é um macho de 6 anos que também atua no Aeroporto de Vitória realizando o mesmo serviço, só que neste caso, faz as rondas com outras três aves.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.