Tortura, lesões e guarda judicial: o que se sabe sobre morte de menina de 4 anos no RS
A menina Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, foi levada já sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre, na madrugada desta segunda-feira (17).
Profissionais de saúde identificaram manchas roxas na cabeça, nas pernas e nas nádegas da criança e suspeitaram de violência sexual, acionando imediatamente a Brigada Militar.
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar se a menina foi vítima de maus-tratos, espancamento ou tortura, enquanto o companheiro da tia que a levou à unidade de saúde deixou o local antes da chegada da polícia e segue sem ser localizado.
O corpo foi encaminhado para perícia, cujos laudos devem indicar a causa da morte e a natureza dos ferimentos.
Investigação e envolvidos Até o momento, não há suspeitos formalmente apontados: todos os envolvidos são tratados como testemunhas enquanto o inquérito avança.
A tia que levou a menina à UPA prestou depoimento e foi liberada.
Segundo a delegada responsável pelo caso, ela relatou ter encontrado Samylle com lesões quando chegou em casa após o trabalho.
A criança teria ido dormir e, ao ser verificada mais tarde, apresentava espuma pela boca.
O companheiro da tia também esteve na unidade de saúde, mas foi embora antes da chegada da Brigada Militar e não foi mais localizado pela polícia .
A mãe de Samylle prestou depoimento, nesta terça-feira (19), na 3ª Delegacia de Proteção à Criança.
Considerada testemunha, ela afirmou à RBS TV que não via a filha havia dois meses e que a menina estava morando com a tia e o companheiro dela.
Os avós maternos, ouvidos na segunda-feira (18), relataram que Samylle apresentava ferimentos quando esteve com a família no Dia dos Pais, explicados na ocasião como resultado de uma queda.
A investigação também inclui a perícia de um celular encontrado na residência onde a criança morava, utilizado pela tia e pelo companheiro.
Histórico da guarda e proteção Samylle e sua irmã de 9 anos eram acompanhadas por órgãos de proteção à infância desde abril de 2025, após denúncias de abuso sexual do pai contra a meia-irmã.
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