Italo Ferreira chega à 'etapa dos sonhos' como líder e recuperado de lesão
Líder do Circuito Mundial, Italo Ferreira chega a Fiji para a oitava etapa da temporada com a cobiçada lycra amarela e um objetivo que pode completar uma espécie de trilogia pessoal. Depois de vencer em Pipeline e Teahupo'o, o brasileiro considera Cloudbreak a peça que falta para fechar o currículo nas três ondas que considera especiais no calendário da WSL.
Acho que falta vencer em Fiji para completar de fato as melhores ondas do mundo no currículo, porque já venci em Pipe e Teahupo'o Italo Ferreira ao UOL
A etapa de Cloudbreak pode começar nesta segunda-feira, no horário de Brasília, e terá janela aberta até 4 de setembro. O potiguar chega à competição depois de terminar a etapa do Taiti na semifinal e assumir a liderança do ranking, mas também de enfrentar um problema físico que mudou parte de sua preparação para Fiji.
Italo sofreu com dores na região lombar durante a etapa de Teahupo'o e decidiu adiar a viagem para Fiji para priorizar a recuperação. Em vez de chegar mais cedo a Cloudbreak para treinar nas ondas, passou os últimos dias no Athlete Performance Center (APC), da Red Bull, na Califórnia, em uma rotina de preparação física voltada para a alta performance.
Eu tive que optar por abrir mão de ir para Fiji antes e cuidar da lesão que eu tive no Taiti. Lá, eu tive que competir com muita dor. E, de fato, hoje, graças a Deus, eu consegui ter uma melhora bem grande comparado ao que eu estava sentindo anteriormente. É quase que 100% de melhora e de rendimento nos treinos
A preocupação não é apenas com a dor. Cloudbreak exige movimentos diferentes dos de Teahupo'o e pode cobrar ainda mais da região lesionada.
"Fiji é uma onda que realmente vai te exigir um pouco mais do que o Taiti, onde você só pega um tubo e sai da onda. Em Fiji você tem uma onda extensa, uma onda que te proporciona manobras e tubos, então tenho muito mais movimento de rotação e inclinação da lombar, mais tensão ali naquela área."
A relação de Italo com grandes ondas já é antiga. Em 2019, ele venceu em Pipeline, no Havaí, na mesma etapa em que conquistou seu título mundial. Em 2024, levou a melhor em Teahupo'o, no Taiti.
O desafio, no entanto, não é apenas completar uma coleção de títulos - significa mais, principalmente levando em consideração de onde Italo veio.
Eu vim de um lugar de meio metro de onda e, quando cheguei no Tour, falavam que eu era maroleiro, que só sabia dar aéreo. Eu tive que me adaptar
"Naquela final em Teahupo'o contra o John John, eu olhei para o mar e pensei: 'Como vou surfar essas ondas?'. É desafiador para mim. Eu busco evoluir a cada sessão, me coloco naquela posição para realmente aprender e para que o desafio se torne comum."
Italo chega a Fiji com vantagem de 5 mil pontos sobre o italiano Leonardo Fioravanti.
Mesmo assim, o brasileiro evita projetar demais a disputa pelo título mundial. Para ele, a estratégia é dividir a temporada em etapas e tratar cada uma como um novo campeonato.
Eu estou indo por partes. Estou indo pelo momento. Então, esse é o momento de ir para Fiji e fazer o meu melhor resultado, de fato ir lá, surfar e aproveitar as oportunidades e os momentos
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