Podemos trazer organismos desconhecidos de Marte para a Terra?
A busca por sinais de vida em Marte depende, em parte, de análises que só poderão ser realizadas com precisão na Terra .
Amostras coletadas pelo rover Perseverance, da NASA , estão armazenadas em tubos na superfície do Planeta Vermelho.
Trazê-las de volta, porém, envolve desafios tecnológicos, custos elevados e protocolos rigorosos para evitar a contaminação do material e proteger a biosfera terrestre.
O plano original da missão Mars Sample Return , desenvolvida pela NASA em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), previa recolher os tubos deixados pelo Perseverance e levá-los a um módulo de pouso.
Como alternativa, dois helicópteros equipados com braços robóticos poderiam buscar as amostras diretamente no solo.
Um pequeno foguete lançaria uma cápsula com o material até a órbita marciana, onde uma espaçonave europeia faria a captura e o transporte até a Terra.
A previsão inicial era realizar a entrega em 2033 .
Depósito de amostras coletadas pelo rover Perseverance, da NASA, em Marte. – Crédito: : NASA/JPL-Caltech/MSSS O projeto, entretanto, enfrentou dificuldades técnicas, atrasos e custos crescentes.
Diante desses obstáculos, a NASA suspendeu a arquitetura original da missão e passou a avaliar alternativas mais econômicas, incluindo propostas da iniciativa privada.
Com isso, o cronograma de retorno foi revisto e passou a depender da definição de uma nova estratégia.
Enquanto os Estados Unidos reavaliam seus planos, a China desenvolve a missão Tianwen-3, que tem como objetivo trazer material marciano à Terra até 2031 .
A Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês) pretende realizar a coleta e o retorno das amostras com tecnologias próprias.
Se os cronogramas forem cumpridos, o país poderá trazer material de Marte antes da missão norte-americana-europeia.
Trazer material de Marte exige cuidados A preocupação com o retorno das amostras não se limita à possibilidade de encontrar sinais de vida.
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