Nove medicamentos contra o câncer chegam ao SUS; veja lista comentada por especialista
Nove novos medicamentos de alta tecnologia para o tratamento de câncer passaram a ser distribuídos pelo Ministério da Saúde na rede pública em todo o Brasil .
A medida integra um plano do governo federal para ampliar o acesso a terapias oncológicas no país.
De acordo com a pasta, os medicamentos contemplam 13 indicações clínicas, incluindo tratamentos para tipos de câncer de grande incidência, como os de mama, próstata e pulmão, além de linfomas.
A expectativa inicial é beneficiar mais de 116 mil pacientes em 20 unidades de saúde de 17 estados.
Até o fim do ano, a distribuição deverá alcançar toda a rede pública.
O ministro da saúde, Alexandre Padilha, assina documento que garante a oferta de nove novos remédios oncológicos no SUS. – Crédito: Rafael Nascimento / Ministério da Saúde Em entrevista ao Olhar Digital , a oncologista Maria Ignez Braghiroli, especialista em tumores do trato digestivo da Oncologia D’Or e integrante do Grupo de Tumores Gastrointestinais do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), explicou o impacto da incorporação dos novos medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS), suas indicações e os cuidados necessários durante o tratamento.
Entre eles, estão o abemaciclibe, utilizado no tratamento do câncer de mama, e o pazopanibe, indicado para casos avançados de câncer renal.
São terapias que podem ampliar as opções de tratamento, mas exigem acompanhamento médico e cuidados específicos durante o uso.
O abemaciclibe age sobre proteínas envolvidas na multiplicação das células tumorais, como explica Maria Ignez.
“O abemaciclibe é um medicamento que inibe algumas proteínas responsáveis por estimular a multiplicação dessas células tumorais.
E, ao bloquear essas proteínas, ele ajuda a impedir que as células continuem se proliferando.
Ele é usado em um tipo de câncer de mama com receptor de hormônio positivo.” Segundo a médica, o tratamento costuma ser combinado à terapia hormonal e, por ser administrado por via oral, permite que o paciente tome o medicamento em casa, desde que respeite os horários e as doses prescritos.
A frequência habitual é de duas tomadas diárias, embora o esquema possa variar de acordo com cada caso.
“Como efeito colateral mais frequente, ele pode provocar diarreia, especialmente nas primeiras semanas.
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