Padrasto é preso em flagrante suspeito de abusar de enteada de 9 anos em Boa Vista
Na noite desta sexta-feira (11), a Polícia Civil de Roraima prendeu em flagrante um homem de 25 anos, identificado pelas iniciais D.G.A.S., suspeito de cometer estupro de vulnerável contra a própria enteada, de apenas 9 anos, no bairro Treze de Setembro, em Boa Vista.
A ocorrência teve início após a mãe da criança acionar a Polícia Militar para intervir em um conflito familiar.
Durante o atendimento, ela revelou aos policiais que, horas antes, a filha havia relatado um possível abuso ocorrido durante a madrugada.
Segundo o depoimento, o padrasto teria se deitado ao lado da menina enquanto ela dormia e tocado suas partes íntimas.
Na manhã do mesmo dia, a mãe voltou a conversar com a filha, que reafirmou o relato e disse que o episódio havia acontecido naquela mesma madrugada.
Diante da gravidade da denúncia, os policiais se deslocaram até a escola onde a criança estava e a conduziram à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde ela confirmou os fatos.
Suspeito nega acusações O suspeito também foi levado à unidade policial.
Em depoimento, ele negou as acusações e afirmou que havia consumido bebida alcoólica durante a madrugada, alegando não se lembrar de qualquer comportamento inadequado.
Ele declarou ainda que convivia com a criança desde que ela tinha dois anos de idade.
Flagrante e proteção à vítima Apesar da negativa, a delegada responsável pelo caso, Clarissa de Oliveira Pinheiro, considerou os relatos consistentes e, diante dos elementos iniciais colhidos, autuou o homem em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável , previsto no artigo 217-A do Código Penal.
A legislação brasileira caracteriza esse crime como qualquer ato de natureza sexual praticado contra menores de 14 anos.
Segundo a delegada, o foco principal em situações como essa é garantir a proteção integral da vítima, além de conduzir a investigação com rigor técnico e dentro dos parâmetros legais.
“Nosso compromisso é assegurar que a criança esteja protegida e que todos os fatos sejam devidamente apurados, com a responsabilização de quem cometeu o crime”, destacou.
A Polícia Civil reforça que casos envolvendo crianças e adolescentes devem ser comunicados imediatamente às autoridades.
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