Os efeitos do movimento de Flávio para a relação do Brasil com EUA e Argentina
A decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de sair do Brasil em direção aos Estados Unidos logo após a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de apreender seus passaportes, deve criar um novo capítulo para a relação já atualmente instável entre Brasília e Washington, com efeitos para os governos Lula (PT) e Javier Milei, da Argentina.
Na avaliação de Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington, a ida de Flávio ao território americano para se juntar ao irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, deverá servir para aprimorar as articulações políticas do bloco de oposição representado pela família Bolsonaro ao governo Lula, repercutindo na relação entre Brasil e EUA.
“A ida de Flávio aos Estados Unidos vai intensificar a ação política deles, com reações aqui no Brasil.
A relação vai ficar mais tensa entre o Brasil e os EUA”, explica Barbosa, em entrevista ao InfoMoney .
“Pelo que o noticiário mostrou, Flávio passou o dia inteiro [terça-feira, 27/10] assistindo a toda essa repercussão, inclusive com relação ao papel da direita no Brasil.
E ele, apesar de tudo, de toda a reação, inclusive de gente ligada a ele, resolveu sair do país.
Esse é outro fator importante”, diz Barbosa, que, atualmente, preside o Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice).
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O político pode solicitar licença particular até o fim do mandato A incerteza americana Sob a gestão Trump, a Casa Branca tem intensificado o seu anseio por explorar minerais críticos e terras raras em diversas regiões.
O Brasil, que tem a segunda maior reserva global de terras raras, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), é um ator de máxima importância nesse mercado.
Ciente do domínio que a China tem sobre esses minerais , os EUA têm buscado meios para diminuir a dependência de Pequim em uma área estratégica para setores como defesa e domínio de tecnologia.
Recentemente, uma agência do governo americano chegou a firmar um acordo de financiamento de US$ 565 milhões com a Serra Verde, empresa de produção de terras raras de Goiás.
Quando ainda era pré-candidato, Flávio, em visita aos EUA, chegou a dizer que o Brasil seria “a solução para os Estados Unidos quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente terras raras”.
Lula, por sua vez (e em mais de uma oportunidade), tem defendido a ideia de que a abordagem americana sobre o tema tem passado ao largo da cooperação, e que o modelo de exploração proposto por Trump poderia colocar em risco a soberania nacional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.