Ministros do STF veem “tensão extrema” nos bastidores
O clima no Supremo Tribunal Federal, no fim de semana que antecedeu a sessão plenária que irá decidir pela abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, foi de tensão permanente .
Durante o Live CNN desta segunda-feira (14), Clarissa Oliveira descreveu o ambiente nos bastidores da Corte.
Os relatos colhidos junto a membros da Corte indicam que o tribunal nunca havia testemunhado um nível tão elevado de disputa entre correntes internas .
“O quadro é de tensão extrema “, afirmou um dos ministros em conversa com a analista de Política da CNN.
Embora a existência de diferentes correntes seja considerada natural dentro do STF, composto por ministros indicados por diferentes governos ao longo de períodos de alternância de poder, a avaliação predominante é a de que a situação atual é excepcionalmente grave .
Eventual adiamento aumentaria desconfiança na Corte, aponta especialista Moraes busca colegas do STF para refutar vínculo com Vorcaro Guerra de ofícios tenta embaralhar casos no STF, avalia especialista Segundo Clarissa, a tensão estaria contaminando a dinâmica tradicional de forças dentro da Corte, tornando difícil prever o posicionamento de cada magistrado.
A analista observou que alguns ministros já demonstraram alinhamento mais claro, como Flávio Dino e Cristiano Zanin, que atuaram de forma mais ativa para garantir acesso à íntegra do conteúdo do celular de Daniel Vorcaro.
Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Federal atendeu à determinação de Zanin e concedeu acesso ao material a ele e ao ministro Gilmar Mendes.
Moraes busca apoio De acordo com os relatos apurados por Clarissa Oliveira, Alexandre de Moraes tem consciência de que não está mais em suas mãos tentar bloquear a abertura da investigação: “ Ele depende da articulação de outros ministros para fazer esse movimento.” Outro nome que concentra atenções é o da ministra Cármen Lúcia , que poderia exercer um papel decisivo como espécie de “ voto de minerva “.
“Embora ela, em momentos históricos não tão distantes, tenha se alinhado a Alexandre de Moraes em mais de uma briga interna no STF, esse alinhamento com certeza não será automático desta vez”, destacou Clarissa.
A analista destacou que, porém, o alvo maior das pressões é o presidente da Corte, Edson Fachin , sobre quem recai a responsabilidade de conduzir e controlar a crise.
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