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Economia da China trava, crise imobiliária piora e consumo perde força

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Economia da China trava, crise imobiliária piora e consumo perde força

A economia chinesa começou o segundo semestre de 2026 com sinais mais claros de perda de ritmo.

Em julho, o consumo das famílias cresceu pouco, os investimentos recuaram novamente e a produção industrial desacelerou, enquanto o setor imobiliário continuou a se deteriorar.

O quadro reforça uma das principais fragilidades da economia chinesa: a dificuldade de transformar a força da indústria e das exportações em uma recuperação sustentada da demanda doméstica.

As vendas no varejo, um dos principais indicadores do consumo, cresceram apenas 0,6% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025.

O resultado veio depois de uma alta de 1% em junho e ficou bem abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para avanço de 1,5%.

O desempenho é relevante porque o governo chinês vem tentando reduzir a dependência de investimentos e exportações e estimular o consumo interno como novo motor do crescimento.

Até agora, porém, os dados mostram que as famílias continuam cautelosas.

A fraqueza também aparece nos investimentos.

O investimento em ativos fixos caiu 6,7% nos primeiros sete meses do ano, aprofundando a retração de 5,7% registrada até junho.

O indicador inclui gastos em áreas como infraestrutura, máquinas, equipamentos e construção e é acompanhado de perto porque mostra a disposição de empresas e governos de ampliar a capacidade produtiva.

Continua após a publicidade O mercado imobiliário é um dos principais responsáveis pela deterioração.

O investimento em desenvolvimento imobiliário recuou cerca de 19% em relação a um ano antes, mantendo o setor em uma crise que já se prolonga há anos.

O problema vai muito além das construtoras: imóveis representam uma parcela importante do patrimônio das famílias chinesas, de modo que a queda dos preços reduz a sensação de riqueza e tende a estimular a poupança em vez do consumo.

Continua após a publicidade Os preços dos imóveis novos caíram 3,2% em julho na comparação anual, enquanto apenas 17 das 70 cidades monitoradas pelo governo registraram alta mensal nos preços.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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