Petrobras confirma petróleo na Foz do Amazonas; veja o que descoberta significa para o Brasil
A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (17) a presença de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá.
O anúncio transforma em resultado concreto uma das apostas mais controversas da companhia para ampliar suas fronteiras de exploração e abre uma nova etapa na busca por reservas de óleo no país.
A confirmação foi feita pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante uma entrevista em Oiapoque, no extremo norte do Amapá, após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao navio-sonda que realiza a perfuração na região.
A informação ocorre três dias depois de a estatal ter comunicado a identificação de hidrocarbonetos no poço.
Continua após a publicidade O achado, porém, ainda não significa que o Brasil tenha descoberto um novo campo de petróleo pronto para ser explorado.
A Petrobras precisa concluir a perfuração, analisar as características do reservatório, estimar o volume recuperável e verificar se a produção poderá ser realizada com retorno econômico.
Essa distinção é importante.
Na fase atual, a companhia está fazendo exploração, e não produzindo petróleo.
O objetivo do poço Morpho é justamente descobrir se existe uma acumulação que possa ser transformada, no futuro, em uma operação comercial.
Continua após a publicidade O que a Petrobras encontrou O poço Morpho está no bloco FZA-M-59, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá e em uma área com lâmina d’água de 2.886 metros.
O local fica na Margem Equatorial brasileira, uma extensa faixa do litoral norte e nordeste que ganhou importância nos últimos anos pelas descobertas de grandes reservas em países vizinhos, especialmente Guiana e Suriname.
Continua após a publicidade A Petrobras identificou os hidrocarbonetos a partir de perfis elétricos e da análise das rochas atravessadas pela perfuração.
A confirmação de petróleo anunciada agora representa o primeiro resultado positivo desse tipo obtido pela estatal na costa do Amapá.
A perfuração ainda não terminou.
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