Aos 30 anos, geração acompanhada desde o nascimento tem alta da obesidade e dos transtornos mentais comuns, diz pesquisa no RS
Exame de composição corporal Daniela Xu/ Acervo UFPel Chegar aos 30 anos significou mais anos de estudo e maior participação no mercado de trabalho para a geração nascida em 1993, em Pelotas, no Sul do RS.
Em contrapartida, esse mesmo grupo passou a conviver com índices mais elevados de obesidade, transtornos mentais comuns e exposição ao tabagismo.
O cenário é apontado por novos resultados da Coorte de Nascimentos de 1993, pesquisa desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que acompanha os participantes desde os primeiros dias de vida.
Na etapa mais recente do estudo, 3.333 pessoas foram entrevistadas aos 30 anos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a coordenadora da Coorte de 1993, Helen Gonçalves, os resultados revelam mudanças rápidas nas condições de vida da população e os reflexos dessas transformações na saúde.
"Os dados mostram uma geração que chegou aos 30 anos com conquistas importantes em educação e trabalho, mas também com uma carga crescente de fatores de risco para a saúde", afirma.
Escolaridade e trabalho em alta Entre os 22 e os 30 anos, a média de anos de estudo aumentou de 9,8 para 10,3.
As mulheres apresentaram indicadores educacionais superiores aos dos homens: quase metade delas (48,4%) alcançou 12 anos ou mais de escolaridade formal, enquanto entre os homens esse percentual ficou em 38,1%.
Agora no g1 O levantamento também identificou crescimento na participação no mercado de trabalho.
A proporção de participantes empregados passou de 63% aos 22 anos para 75,7% aos 30 anos.
Apesar disso, a pesquisa mostra diferenças marcantes entre homens e mulheres quando se analisa quem está fora do mercado.
Entre as mulheres que não trabalhavam, 41,4% disseram ter deixado o emprego para cuidar dos filhos em tempo integral.
Entre os homens, apenas 0,9% apontaram o mesmo motivo.
Já entre os homens sem ocupação, os fatores mais citados foram a falta de oportunidades de trabalho (29%) e problemas de saúde ou acidentes (18,8%).
Para os pesquisadores, os dados indicam que as tarefas de cuidado continuam recaindo de forma desproporcional sobre as mulheres, o que pode limitar sua permanência no mercado de trabalho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Sul.