Aumento de recompra do Tesouro dos EUA ataca sintomas, não causa, diz JPMorgan
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O banco americano JPMorgan afirmou, em relatório divulgado nesta quinta-feira (20), que o aumento das recompras de títulos pelo Tesouro dos Estados Unidos ataca os sintomas, mas não as causas da pressão sobre a taxa de juros de longo prazo americana.
"Na ausência de uma consolidação fiscal real, tememos que os mercados vejam esta ação como carente de credibilidade, o que significa que isso poderia contribuir para prêmios de prazo e rendimentos mais altos ao longo do tempo, caso o Tesouro se torne mais oportunista em sua abordagem de gestão da dívida", afirma o relatório, assinado por Jay Barry, Jason Hunter, Harry Downie e Amanda Berke.
A alta dos juros longos também reflete preocupações dos investidores com a trajetória fiscal americana. A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez na história .
Para o JPMorgan, a decisão do Tesouro é incomum porque não havia sinais de disfunção ou falta de liquidez no mercado que justificassem o aumento das recompras naquele momento.
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Segundo o banco, a decisão sinaliza que o Tesouro está desconfortável com a alta dos rendimentos de longo prazo. As recompras funcionam ao aumentar a demanda pelos títulos, o que tende a elevar seus preços e reduzir os rendimentos.
O JPMorgan ressalta, porém, que a medida não resolve os fatores que pressionam os juros longos, como as perspectivas para as contas públicas. Sem uma melhora efetiva da situação fiscal, o banco teme que uma atuação mais intervencionista do Tesouro possa, ao contrário, aumentar os rendimentos no futuro.
A decisão teve efeito imediato nos mercados. Nesta quarta-feira, o rendimento do título de 30 anos caiu 0,09 ponto percentual, para 5,2%, enquanto o de 10 anos recuou 0,07 ponto, para 4,64%. Nesta quinta-feira, porém, os rendimentos dos Treasuries de 10 e 30 anos subiam 5 pontos-base, para 4,698% e 5,242%, respectivamente.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.