Pecuária cresce no Acre e avança para novas regiões
A pecuária bovina sempre ocupou posição importante na economia acreana.
Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE, mostram, porém, que entre 2019 e 2025 ocorreu uma transformação que vai além do simples aumento do número de animais: o rebanho cresceu fortemente e esse crescimento modificou sua distribuição pelo território estadual.
O Acre no contexto nacional e regional Em 2019, o Acre possuía 3,51 milhões de bovinos.
Em 2025, chegou a 5,19 milhões, aumento de aproximadamente 1,68 milhão de cabeças, ou 47,9% em apenas seis anos.
No Brasil, no mesmo período, o rebanho passou de 214,7 milhões para 234,3 milhões de cabeças, crescimento de 9,1%.
Portanto, proporcionalmente, o rebanho acreano cresceu mais de cinco vezes o registrado no país.
A comparação com a Região Norte apresenta um resultado diferente.
Segundo os dados da PPM, o rebanho regional passou de 28,6 milhões para 63,4 milhões de cabeças entre 2019 e 2025, expansão de 121,5%.
O Acre, portanto, apresentou crescimento muito superior ao brasileiro, mas inferior ao registrado pelo conjunto da Região Norte.
O dado estadual, entretanto, esconde diferenças importantes dentro do próprio território acreano.
A geografia do rebanho está mudando Agrupando os 22 municípios nas cinco Regionais do Estado, fica mais clara a transformação ocorrida no período.
O Baixo Acre continua concentrando a maior parte do rebanho estadual.
Em 2025, seus 2,63 milhões de bovinos representavam pouco mais da metade de todo o efetivo acreano.
Seu crescimento, de 30,6%, entretanto, ficou abaixo da média estadual.
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