Anthropic revela três métricas para medir o ritmo da corrida pelo desenvolvimento da IA
A Anthropic divulgou, nesta quinta-feira (17), três novas métricas que a empresa propõe como forma de acompanhar o ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial (IA) .
A iniciativa ocorre poucos dias depois de o CEO da empresa, Dario Amodei, defender que as principais companhias do setor coordenem uma desaceleração no avanço da tecnologia.
A companhia também revelou que seu chatbot Claude já “lidera” 26% do trabalho de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de IA realizado pela empresa , um avanço que, segundo a companhia, ajuda a medir o ritmo da corrida para sistemas capazes de contribuir cada vez mais com a própria evolução.
Apesar do salto na participação do Claude, a Anthropic afirma que o modelo ainda não opera de maneira totalmente autônoma em nenhuma parcela medida de seu trabalho de P&D .
O termo “liderar”, neste caso, significa que o Claude consegue realizar a maior parte de uma tarefa de ponta a ponta a partir de uma instrução de alto nível, enquanto um humano permanece responsável pela supervisão e fornece direcionamento geral.
Segundo a empresa, em fevereiro esse índice era de zero .
A Anthropic também informou que a IA já realiza pelo menos grandes partes do trabalho sob orientação humana próxima em mais de 90% de suas pesquisas , incluindo os 26% nos quais o Claude é considerado líder.
O que significa o avanço do Claude O crescimento da participação do Claude no desenvolvimento de novos sistemas de IA chama atenção porque se aproxima de um cenário discutido por pesquisadores e executivos do setor: o de uma IA capaz de contribuir para a construção de versões cada vez mais avançadas de si mesma; Esse processo é conhecido como autoaperfeiçoamento recursivo .
A preocupação é que, caso os sistemas consigam melhorar suas próprias capacidades sem participação humana significativa, possa se tornar mais difícil para as pessoas compreenderem ou controlarem o desenvolvimento da tecnologia; A Anthropic, porém, não afirmou quão próximo considera estar desse cenário; “Modelos acelerando seu próprio desenvolvimento poderiam tornar mais desafiador para os humanos compreender ou controlar esses sistemas”, afirmou a empresa.
“Por isso, é importante compartilhar essas métricas para entender quão perto o mundo está de alcançar o autoaperfeiçoamento recursivo.” Para calcular o índice, a Anthropic utilizou uma versão do próprio Claude para avaliar o trabalho de P&D realizado pela empresa.
O sistema foi aplicado a uma escala de avaliação de automação desenvolvida pela organização Epoch AI, e os resultados posteriormente passaram por verificação humana.
A companhia também criou um gráfico para acompanhar o nível de automação do Claude desde agosto de 2025 .
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