IPO da Anthropic põe nuvem no centro do debate às vésperas dos balanços de Google, Microsoft e Amazon
O pedido de IPO da Anthropic chega ao centro da semana mais importante de resultados das gigantes de tecnologia.
Enquanto Alphabet e Microsoft divulgam balanços nesta quarta-feira (28) e a Amazon na quinta (29), investidores e analistas destrincham o documento enviado pela desenvolvedora do Claude à SEC, que expõe o tamanho da dependência das empresas de IA em relação à infraestrutura de nuvem desses mesmos fornecedores.
O documento mostra que a Anthropic tem obrigações futuras de aproximadamente US$ 417 bilhões com fornecedores de computação, incluindo data centers, equipamentos e serviços de nuvem, em contratos que começam entre 2026 e 2027 e duram de menos de um ano a até 20 anos.
Também indica que a maior parte da receita vem de clientes corporativos atendidos por meio de provedores de nuvem como Amazon, Google e Microsoft.
Não por acaso, analistas que acompanham o balanço da Alphabet hoje devem buscar detalhes sobre a venda de TPUs a terceiros e o crescimento do Google Cloud.
A repercussão já apareceu na bolsa.
Na terça-feira, o índice de semicondutores da Filadélfia (SOX) subiu 3,6%, maior alta diária em quase um mês, com ganhos em empresas como Nvidia e Broadcom, e a Nasdaq avançou 1,18%.
Leia também: Amazon e Dropbox anunciam demissões em meio a nova rodada de reestruturações no setor de tecnologia Os números do IPO Protocolado na segunda-feira (26) na SEC, o formulário S-1 prevê a listagem das ações na Nasdaq sob o código “ANT”, mas ainda não define a quantidade de ações nem a faixa de preço.
Segundo o documento, a receita do primeiro semestre chegou a US$ 16,3 bilhões, ante US$ 1,16 bilhão um ano antes, volume superior aos US$ 4,6 bilhões registrados em todo o ano de 2025.
O modelo de receita é majoritariamente corporativo e baseado em uso.
A receita por consumo somou US$ 13,1 bilhões, ou 80% do total no semestre, enquanto as assinaturas responderam por US$ 3,2 bilhões, ou 20%.
A base é pulverizada: nenhum cliente individual representou mais de 10% da receita nos nove meses encerrados em setembro.
No resultado, a empresa registrou lucro operacional de US$ 974 milhões no segundo trimestre, o primeiro trimestre positivo nessa linha, mas prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões no semestre, puxado por um ajuste contábil sem efeito caixa de US$ 72,4 bilhões ligado à variação no valor de notas conversíveis e outros instrumentos.
A própria companhia afirma que espera aumento de custos e continuidade dos prejuízos, diante dos investimentos no crescimento do negócio e na operação como empresa aberta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.