Câmara vai discutir proibição de canetas paraguaias pela Anvisa
A Câmara dos Deputados vai realizar uma audiência pública para discutir as restrições impostas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) às chamadas canetas emagrecedoras produzidas no Paraguai.
O assunto tem impacto direto em Mato Grosso do Sul, que divide extensa fronteira com o país vizinho e está entre as principais rotas de entrada desses medicamentos no Brasil.
O requerimento para realização do debate foi aprovado nesta quarta-feira (12) e apresentado pelos deputados federais Fausto Pinato (União-SP) e Diego Garcia (União-PR).
A audiência será feita conjuntamente pelas comissões de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Ainda não há data definida.
A previsão é que a discussão ocorra nas próximas duas semanas.
No centro da controvérsia estão produtos comercializados no Paraguai como versões de medicamentos à base de tirzepatida, substância utilizada no tratamento de diabetes e obesidade.
Entre as marcas citadas estão Tirzedral, Tirzec, Lipoless, TG e Gluconex.
Esses medicamentos não possuem registro sanitário no Brasil e, por isso, sua comercialização no território nacional é proibida.
A restrição também atinge a importação em determinadas situações estabelecidas pela agência.
O interesse pelas versões paraguaias aumentou com a popularização do Mounjaro, medicamento da farmacêutica Eli Lilly que também utiliza tirzepatida.
O produto é autorizado no Brasil, mas tem preço significativamente superior ao encontrado em alternativas comercializadas no Paraguai.
A proximidade geográfica deixa Mato Grosso do Sul particularmente exposto ao fenômeno.
Cidades fronteiriças como Ponta Porã, separada de Pedro Juan Caballero apenas por ruas e avenidas, funcionam como porta de entrada para brasileiros que atravessam a fronteira para fazer compras.
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