Quantas corridas a F1 tem pela frente com a final do campeonato ameaçada?
O campeonato da Fórmula 1 está de volta neste fim de semana com o GP da Holanda, mas a categoria ainda não tem definidas quantas ou quais serão as últimas provas da temporada, em uma decisão que será tomada o mais tarde possível do ponto de vista logístico.
Isso porque os dois últimos eventos do ano seguem bastante ameaçados. No momento, não parece factível se comprometer a realizar os GPs do Qatar e de Abu Dhabi por conta da instabilidade no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, trata-se de parceiros importantes para a F1. Além de um contrato longo para receber o GP, o Qatar tem laços estreitos com a categoria, já que a companhia aérea do país é uma das maiores parceiras comerciais da F1 e o fundo soberano é acionista da equipe Audi. E os Emirados Árabes Unidos recebem a final do campeonato por pagarem a mais por isso, além de serem palco de uma das provas com mais ativações de luxo.
Tudo isso faz parte da receita da F1, que é distribuída entre os detentores dos direitos comerciais, a federação e as equipes. Ou seja, mesmo se essas corridas forem substituídas, as perdas financeiras são enormes.
A F1 teria até o final de setembro para bater o martelo sobre essas duas corridas, que estão marcadas para o final de novembro e começo de dezembro. O plano B já foi traçado publicamente pelo CEO da categoria, Stefano Domenicali: "Se não for possível correr em Abu Dhabi, a temporada termina na Europa", disse ele.
O cenário mais provável no momento é que a última corrida do ano seja em Imola, na Itália.
A Fórmula 1 já teve que cancelar duas corridas em abril, que seriam realizadas na Arábia Saudita e no Bahrein. Os barenitas, no então, vão conseguir fazer a sua corrida, ainda que a mais de 6.000 km de distância, na Malásia. Um acordo entre os dois governos permitirá que a pista de Sepang volte a receber a categoria depois de nove anos, na prova que está sendo chamada de GP do Bahrein na Malásia e que será realizada no início de outubro.
Não está descartado, inclusive, que essa parceria siga para o ano que vem. O Bahrein receberia a etapa de abertura do campeonato de 2027. O calendário, inclusive, ainda não foi divulgado justamente por conta da guerra no Oriente Médio.
De acordo com a Liberty Media, que detém os direitos comerciais da F1, a realização de 22 etapas em 2026 garante a validade de todos os seus contratos. No momento, sem a reposição do GP da Arábia Saudita, o campeonato está com 23 etapas. No caso da necessidade de cancelar as duas últimas corridas do ano, será necessário repor pelo menos uma delas, e aí entra a 'candidatura' de Imola.
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