BRE estima R$ 5 bilhões para produção e refino de terras raras na Bahia
A BRE (Brazilian Rare Earths) estima em US$ 969 milhões (cerca de R$ 5,03 bilhões na cotação atual) o investimento necessário para colocar em operação a produção e o refino de terras raras do projeto Rocha da Rocha, na Bahia.
O plano prevê a extração do minério no interior do estado e a instalação da etapa química de processamento no Polo de Camaçari.
A estimativa faz parte do primeiro estudo de escopo do projeto, divulgado nesta quinta-feira (13).
O estudo é uma avaliação econômica preliminar e ainda será sucedido por etapas mais detalhadas de engenharia e viabilidade antes de uma decisão final de investimento.
A companhia projeta iniciar a construção em 2029, começar a vender concentrado de terras raras em 2030 e chegar à produção de materiais refinados em 2031.
O modelo foi desenhado em etapas.
Inicialmente, a BRE pretende desenvolver a mina de Monte Alto, onde o minério será extraído, britado e submetido a uma separação física para elevar sua concentração.
Leia Mais A inovação em terras raras marca o ritmo da transição energética PLS compra projeto da Lithium Ionic em MG por US$ 37,5 milhões Congresso vê PL dos minerais críticos “destravado” e votação até setembro O material concentrado será transportado por cerca de 260 quilômetros até Camaçari, onde a empresa pretende construir uma unidade hidrometalúrgica.
É nessa instalação que ocorrerão as etapas químicas de processamento e separação das terras raras, além da recuperação de urânio prevista no desenho industrial.
Ao final do processo, a BRE pretende produzir dois produtos comerciais principais: óxido de NdPr, composto por neodímio e praseodímio, terras raras utilizadas principalmente na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho; e um concentrado de terras raras pesadas, chamado pela companhia de HRE+, rico em elementos como disprósio, térbio, ítrio, samário e gadolínio.
Nos primeiros cinco anos de operação integrada, o estudo estima uma produção média de 6.351 toneladas anuais de óxido de NdPr e 2.502 toneladas por ano do concentrado HRE+.
Dentro desse segundo produto estariam, entre outros elementos, cerca de 229 toneladas anuais de disprósio e 45 toneladas de térbio.
A estratégia permite que parte do processamento e da agregação de valor ocorra no próprio Brasil, em vez de o projeto se limitar à exportação do minério extraído.
Segundo a empresa, a escolha de Camaçari busca aproveitar infraestrutura industrial já disponível, como energia, reagentes, mão de obra especializada, rodovias e acesso portuário.
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