Defesa de Milton Leite entra com pedido de habeas corpus no STJ
Justiça de SP mantém prisão de Milton Leite após audiência de custódia A defesa de Milton Leite entrou nesta segunda-feira (21) com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar revogar a prisão temporária do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.
A petição foi protocolada às 11h08 e inclui um pedido de liminar para a soltura imediata.
O habeas corpus é direcionado contra uma decisão do desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que decretou a prisão temporária de Milton Leite por 30 dias.
Segundo a defesa, a decisão foi tomada em 4 de setembro, em uma medida cautelar apresentada pelo Ministério Público de São Paulo.
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) se entregou à polícia na tarde de sexta-feira (18) em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Ele é um dos investigados em uma operação que apura a infiltração do PCC nas empresas de ônibus da capital paulista.
O que pede a defesa A defesa pede, em caráter liminar, a revogação imediata da prisão temporária e a expedição de alvará de soltura.
Como alternativa, solicita que Milton Leite seja submetido a medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal.
Também é pedido que a prisão seja substituída por prisão domiciliar humanitária, com monitoramento eletrônico, diante das comorbidades apontadas em relatório médico anexado ao processo.
A defesa argumenta ainda que Milton Leite não participa dos diálogos citados na investigação e que não haveria, segundo os advogados, uma imputação individualizada de conduta.
Justiça de SP mantém prisão de Milton Leite após audiência de custódia Operação Vectura Corrupta Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande, Danilo Marco Morgado Silva (PL), estão entre os nomes listados pela Polícia Civil dentro da operação Vectura Corrupta.
A ação foi deflagrada na quinta (17) para cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
Segundo a investigação, o grupo teria atuado em diferentes frentes, incluindo empresas de transporte, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais.
A apuração também mira a chamada "Sintonia dos Gravatas", núcleo que, segundo a polícia, reuniria advogados que atuariam em benefício da organização criminosa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.