Moraes apresenta defesa e vê “vingança” e interferência eleitoral em relatório de Mendonça
O ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou sua defesa na noite desta segunda-feira (14) e afirmou que o relatório da Polícia Federal sobre ele, produzido a pedido de André Mendonça, é uma tentativa de interferir nas eleições deste ano e foi “motivado por vingança” pelas condenações relacionadas ao 8 de janeiro.
Ministro Alexandre de Moraes apresentou defesa quanto ao julgamento desta terça-feira.
Foto: Rosinei Coutinho/STF O documento da defesa de Alexandre de Moraes conta com 44 páginas e teve como destino o ministro Edson Fachin, relator do caso e presidente da Corte.
O texto se refere ao julgamento que ocorre nesta terça-feira (15) no STF e deve decidir se ocorrerá ou não a abertura de uma investigação sobre o ministro.
A base para o julgamento é o relatório da PF que reúne as supostas trocas de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro , do Banco Master.
Também constam os contratos entre o ex-banqueiro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Moraes chama relatório de Mendonça de tentativa de interferir nas Eleições 2026 O documento de Alexandre de Moraes afirma que a investigação e o relatório tem desvio de finalidade político-eleitoral e com o objetivo de interferência externa .
O texto de defesa de Moraes afirma que Mendonça tinha conhecimento dos fatos há meses, mas decidiu aguardar a proximidade das eleições e de 7 de setembro.
A data serve de forma recorrente para manifestações políticas e para levantar críticas ao STF.
Para Moraes, a escolha da data ocorreu no intuito de “favorecer um determinado grupo político ” e impulsionar palanques eleitorais nas eleições de outubro de 2026.
Moraes afirma ainda que o relatório da Polícia Federal não é uma produção exclusiva da corporação.
Para Moraes, a PF recebeu auxílio de um “órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro”.
Isso caracterizaria uma “ clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026″.
Além disso, o ministro defende que o direcionamento da investigação é uma estratégia política para alterar o equilíbrio de forças e interferir no controle de pautas legislativas, como eventuais pedidos de impeachment.
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