VBRR3 e UGPA3 perdem espaço entre favoritas do Morgan Stanley; o que fazer com as ações?
Depois de um rali expressivo nos últimos 18 meses, as ações da Vibra Energia (VBBR3) e da Ultrapar (UGPA3) perderam espaço na lista de favoritas do Morgan Stanley .
O banco rebaixou a recomendação para as duas companhias, embora tenha elevado os preços-alvo dos papéis após revisar para cima suas estimativas de resultados.
Para a Vibra, a recomendação foi reduzida de overweight (equivalente à compra) para equal-weight (neutra), enquanto a Ultrapar passou de equal-weight para underweight (equivalente à venda).
Ao mesmo tempo, o banco elevou o preço-alvo da Vibra de R$ 41 para R$ 43 por ação e o da Ultrapar de R$ 34 para R$ 36 , com potencial de valorização de 14% para VBBR3 e desvalorização de 7% para UGPA3.
Segundo os analistas, a tese de expansão de margens e ganho de participação de mercado que sustentava a visão positiva para o setor “se materializou mais rapidamente do que o esperado” e já está refletida nas cotações das empresas.
“A tese de margem e participação de mercado aconteceu e agora parece mais do que precificada”, escreveram os analistas liderados por Bruno Montanari.
Regulação ajudou a impulsionar o setor O Morgan Stanley destaca que medidas regulatórias reduziram em cerca de 550 pontos-base a participação de distribuidores informais no mercado brasileiro de combustíveis nos últimos 18 meses.
Com isso, as grandes distribuidoras ganharam volume e conseguiram elevar a rentabilidade do negócio.
Além disso, o setor foi beneficiado por um ambiente excepcionalmente favorável para o diesel.
O banco aponta que os spreads internacionais do combustível atingiram níveis historicamente elevados em meio às tensões no Oriente Médio, enquanto a Petrobras (PETR4) manteve preços domésticos abaixo da paridade de importação, criando oportunidades de arbitragem para os grandes distribuidores.
Lucros devem perder força em 2027 Apesar de ter aumentado suas projeções de Ebitda entre 8% e 12%, o Morgan Stanley vê um cenário menos favorável para os lucros a partir de 2027.
A expectativa é que a Petrobras ajuste os preços do diesel e que os spreads internacionais retornem a níveis mais próximos da normalidade, reduzindo os ganhos extraordinários observados em 2026.
Com isso, o banco projeta uma queda de 34% no lucro por ação (EPS) da Vibra em 2027 e uma retração de 20% para a Ultrapar .
Na avaliação dos analistas, mesmo após a revisão positiva das estimativas operacionais, o potencial de valorização remanescente é limitado.
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