O mercado não esperava: USDA eleva estimativas de safra de milho e soja dos EUA; grãos recuam em Chicago
As previsões elevadas do USDA pressionam os preços das safras dos EUA em um momento em que os agricultores enfrentam a disparada dos preços do diesel e outros custos elevados.
Por volta de 14h42 de Brasília, o contrato da soja com vencimento em novembro recuava 0.45%, em US$ 12,81.
Já o milho com vencimento em dezembro tombava 4,9%, em US$ 4,75.
Operadores e analistas questionaram por que a agência elevou sua estimativa de produtividade, visto que o calor do verão ameaçou as lavouras e chuvas recentes geraram relatos de danos à qualidade.
As chuvas de setembro também atrasaram as colheitas, limitando as informações sobre a produtividade.
“Foi algo totalmente inesperado e parece contradizer as evidências observadas na prática”, disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading.
“É cedo demais para tirar esse tipo de conclusão.” Em seu relatório mensal, o órgão estimou a produção de milho em 16,034 bilhões de bushels, com uma produtividade média de 181,2 bushels por acre.
Se concretizada, esta seria a segunda maior safra de milho dos EUA já registrada.
O número ficou acima da previsão de setembro, que apontava uma safra de 15,8 bilhões de bushels e produtividade média de 178,5 bushels por acre.
Analistas esperavam uma queda na produção para 15,721 bilhões de bushels, com produtividade média de 177,7 bushels por acre, segundo uma pesquisa da Reuters.
Quanto à soja, o USDA estimou a produção em um recorde de 4,562 bilhões de bushels, com produtividade média de 53,1 bushels por acre.
Em setembro, a projeção era de uma produção de 4,535 bilhões de bushels e produtividade média de 52,8 bushels por acre.
Analistas esperavam uma produção de 4,534 bilhões de bushels e produtividade de 52,8 bushels por acre.
O USDA baseou-se em pesquisas com agricultores, amostras de campo e dados de satélite para elevar suas estimativas, afirmou o funcionário do órgão Anthony Prillaman durante uma coletiva de imprensa online.
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