Próximo presidente deve ampliar crédito e tecnologia no campo, defende Sistema OCB
Foto: divulgação A principal prioridade do próximo presidente da República para o agronegócio deve ser ampliar a competitividade do setor sem deixar pequenos e médios produtores à margem do desenvolvimento.
A avaliação é da presidente-executiva do Sistema OCB , Tania Zanella, que defende políticas voltadas ao acesso à tecnologia, crédito, assistência técnica e mercados.
“Na nossa visão, a principal prioridade para o próximo presidente deve ser construir um agronegócio cada vez mais competitivo e inclusivo”, afirma.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! Segundo Tania, esse avanço depende da ampliação da inclusão produtiva, com condições para que produtores de menor porte possam investir, melhorar a eficiência das propriedades e acessar oportunidades de comercialização.
Nesse processo, a executiva destaca o papel das cooperativas na organização dos produtores e na disseminação de novas tecnologias no campo.
Além da assistência técnica, o modelo cooperativista, segundo ela, contribui para agregar valor à produção e ampliar a competitividade.
“As cooperativas organizam produtores, promovem a transferência tecnológica para o campo, levam assistência técnica qualificada, agregam valor à produção e permitem que milhares de famílias produzam com mais eficiência, sustentabilidade e competitividade”, afirma.
Crédito e seguro rural entre as prioridades Para que esse processo avance, Tania defende o fortalecimento de políticas públicas consideradas estruturantes para o setor.
Entre elas estão o crédito e o seguro rural, especialmente diante do aumento dos riscos climáticos enfrentados pela agropecuária.
“O crédito e o seguro rural oferecem previsibilidade para investir, produzir e enfrentar os desafios climáticos”, destaca.
A presidente-executiva do Sistema OCB também aponta a importância da manutenção e do fortalecimento de programas de compras públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Na avaliação da executiva, essas iniciativas ajudam a criar canais de comercialização, garantir renda aos produtores e fortalecer a agricultura familiar.
Cooperativismo como instrumento de desenvolvimento Tania Zanella avalia ainda que ampliar a inclusão produtiva pode gerar efeitos que ultrapassam os limites das propriedades rurais, com reflexos sobre a economia das comunidades e das regiões produtoras.
“O produtor cresce, as comunidades se desenvolvem, o agronegócio se torna cada vez mais competitivo e o Brasil avança com mais segurança alimentar, inovação e desenvolvimento sustentável”, conclui.
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